Protestos que tiveram início na madrugada de ontem (28) em Curitiba já começaram com confusão.

Os professores da rede estadual voltaram a fazer #Greve no início desta semana na capital paranaense, montando acampamento, literalmente, em frente a Assembleia Legislativa. No início da madrugada do dia 28, por volta das 2h30, os manifestantes tentaram posicionar um carro de som em frente à ALEP, mas foram impedidos pela Polícia que usou de força para retirar o veículo da via.

Durante o dia 28, os manifestantes, que a princípio, eram apenas algumas dezenas, vindos do interior, ganharam reforços dos professores e outros servidores estaduais de Curitiba e da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

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Durante a tarde houve tumulto, os manifestantes tentaram retirar a PM do local da #Manifestação, tendo como resposta mais bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta e até mesmo jatos de água foram lançados sobre os que estavam protestando na praça Nossa Senhora da Salete, em frente à Assembleia.

Durante a ação da polícia em tentar conter os manifestantes, podia se ouvir gritos das pessoas que estavam sendo atingidas e, alguns, exclamavam haver crianças em meio à manifestação, o que não impediu ou minimizou a atuação da polícia.

Hoje (29), várias ruas do Centro Cívico de Curitiba foram fechadas pelos professores, são ruas que dão acesso a 2 dos 3 poderes concentrados na região, Executivo e Legislativo. Embora o bloqueio ao acesso não envolva o judiciário, várias serventias já aderiram à greve e muitos cartórios e varas estatizadas estão funcionando apenas em regime de plantão.

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Pela manhã havia mais de 60km de congestionamento devido ao protesto e bloqueio nas ruas do centro cívico da capital paranaense.

Qual o motivo da greve?

Os manifestantes decidiram protestar em frente à Assembleia Legislativa por causa de um projeto que pretende modificar alguns parâmetros do Paraná Previdência. Os professores solicitaram participação na sessão em que ocorrerá a votação do projeto. A proposta apresentada pelo #Governo estadual quer que os mais de 33 mil pensionistas, que hoje recebem do Fundo Financeiro, custeado pelo Tesouro Estadual, passem a receber pelo fundo previdenciário dos servidores do poder público estadual.

O governo alega que o fundo previdenciário conta com capital de mais de R$8,5 bilhões investidos e que a migração dos beneficiários fará com que haja uma economia de aproximadamente R$125 milhões por mês.

O projeto que tem votação prevista para hoje, ainda estipula que o Fundo do Paraná Previdência tenha um aporte de R$1 bi a partir de 2021 em decorrência de repasse ao Estado dos royalties da usina de Itaipu.