Todos os dias nos deparamos com inúmeras propagandas que passam completamente desapercebidas. No entanto, um outdoor fixado em uma rua movimentada de Curitiba nesta segunda-feira, 30, no Paraná, "parou" as redes sociais, depois que moradores da região ficaram revoltados, tiraram fotos e começaram um campanha contra uma ação que diz pedir o "fim dos privilégios para deficientes". A ação é coordenada pelo chamado 'Movimento Pela Reforma de Direitos', o MRD. Dentre os pedidos da entidade, está a redução de metade das vagas destinas exclusivamente para deficientes físicos. O movimento também pede o fim das cotas em empresas e concursos para esse segmento da sociedade. 

No fim da tarde, o MRD disse que nesta terça-feira, 1º de dezembro, fará uma coletiva de imprensa em Curitiba, na qual explicará mais detalhes.

Publicidade
Publicidade

O movimento também chamou a sociedade para discutir o tema. Na página na rede social do MRD, que tem pouco mais de 800 curtidas, centenas de pessoas fizeram comentários demonstrando revolta com a atitude do grupo, que para muitos é chamado de anônimo, já que até o momento não disse se está vinculado à uma entidade conhecida. Já outros internautas esperam um final feliz para o caso, cogitando que tudo não passou de um golpe de marketing, "acordando" a sociedade para a importância da inclusão das pessoas com deficiência em todos os setores. 

Enquanto não é melhor explicado, algumas pessoas dizem que levarão o caso para a polícia federal. O tema também chegou aos assuntos mais discutidos no Twitter. No microblog, a grande maioria dos que fizeram comentários estão contra o MRD. 

Reação política

Também nessa tarde, os vereadores de Curitiba criticaram o outdoor.

Publicidade

Zé Maria, do Solidariedade, usou o tempo que tem para falar na sessão plenária para solicitar a união dos outros políticos contra essa ideia. Para o vereador, vagas especiais, as cotas e outras ações de inclusão são sinal de respeito da população com quem é deficiente. Zé Maria ainda chamou o MRD de "movimento do ódio".  #Justiça