Os #motoristas e cobradores de #Curitiba entraram, nesta segunda-feira (20), o sexto dia de paralisação na capital do Paraná. Segundo a Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), empresa pública que administra o transporte na cidade, entre 6h30 e 7h30 desta segunda, 45% da frota estavam nas ruas.

Uma decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná determina que nos horários de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) pelo menos 50% dos ônibus circulem normalmente. Nos demais horários, 40% dos veículos devem ser mantidos em circulação.

Negociações

Os motoristas e cobradores pedem reajuste salarial de 15% e aumento do vale refeição de R$ 500,00 para R$ 937,00.

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A Secretaria Municipal de Transportes do oferece 5% de reajuste nos salários.

Na sexta-feira (17), foi realizada a primeira audiência de negociação entre os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindmoc), e o poder público municipal. No entanto, não houve acordo e a paralisação foi mantida sem previsão de encerramento.

Uma nova audiência foi marcada para esta terça-feira (21), na sede do Tribunal Regional do Trabalho, em Curitiba. A paralisação dos motoristas e cobradores começou na quarta-feira (15), chamado Dia Nacional de Paralisações, em que trabalhadores do transporte público suspenderam as atividades em várias regiões do Brasil, especialmente capitais e cidades importantes.

Opções

Para atender parte da demanda de passageiros prejudicada com a #Greve dos motoristas e cobradores, a Prefeitura cadastrou 870 veículos particulares que podem circular pela cidade com tarifa de no máximo R$ 6,00 por pessoa até o fim da paralisação.

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No entanto, os veículos não podem utilizar as pistas exclusivas dos ônibus.

Turismo

O setor do turismo da cidade, que tem vários atrativos, como o Jardim Botânico, com sua estufa como principal cartão postal, e o bairro de Santa Felicidade, com grande oferta de restaurantes tipicamente italianos, também sofre durante a paralisação. A frota de ônibus usada para passeios turísticos na cidade está 100% parada, segundo a Urbs.

Curitiba é considerada uma capital modelo no planejamento do transporte público por ônibus. A cidade foi pioneira na utilização dos veículos articulados e do uso de pistas exclusivas. No entanto, a população tem sérias queixas, principalmente em relação à tarifa, recentemente reajustada para R$ 4,25.