Grandes empresas e organizações brasileiras estão aderindo ao que existe nos Estados Unidos e em outros países de primeiro mundo desde o início da revolução industrial, quando se descobriu que investir no ser humano, por meio de treinamentos e de palestras motivacionais é a maior e mais bem sucedida estratégia para o sucesso de qualquer empreendimento. No Brasil, isto ganhou maiores contornos nos últimos três anos, e cresce a cada momento, em face do despreparado, da falta de conhecimento, de qualificação e até de habilidades interpessoais por parte de profissionais o mais diversos, no ambiente de trabalho.

Especialistas neste setor observam que esta necessidade se constata a cada dia, porque a maioria da população despreza os livros, fazendo com que esta deficiência nas pessoas reflita de maneira negativa numa organização, nas mais diferentes áreas profissionais.

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Falta ao brasileiro o hábito da leitura, e este fantasma se ergue desde a incapacidade de um jovem não saber escrever uma redação na prova do Enem, ao mais experiente profissional que não sabe redigir um memorando nem fazer um relatório de avaliação de uma equipe de vendas, por exemplo, ou em qualquer outro setor de uma instituição, quer seja pública ou privada.

Esta deficiência que prejudica o brasileiro e coloca o Brasil como um dos países cuja população é uma das mais ignorantes do mudo, começa dentro de casa, se transfere para as escolas, segue para as universidades, e contaminam o ambiente de trabalho. Por que, se os pais não leem, e são ignorantes, estão formando filhos também ignorantes. Se os pais não sabem escrever uma redação, e criam filhos inimigos do livro, esses herdeiros da ignorância também são incapazes de produzir uma simples redação.

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Porque não é sem razão que, enquanto o brasileiro lê apenas dois livros por ano - quatro, quando são didáticos - o argentino lê dezoito e o europeu quarenta e cinco.

Cada brasileiro é um especialista em alguma coisa, quando, na verdade, a maioria não é especialista em nada, e contribui para emperrar o progresso do país, conspirando por meio da ineficiência. Diante desta realidade, grande número de empresários e de dirigentes de instituições cada vez mais se conscientiza de que é preciso investir não tão somente na capacitação profissional de seus empregados, mas, também, no aspecto motivacional, com a contratação de palestrantes, que conseguem provocar verdadeiros milagres no ambiente de trabalho.

Esta nova onda comportamental envolvendo as relações entre patrões e empregados ganha cada vez mais destaque no meio empresarial, e os reflexos positivos proporcionados por essas palestras, na maioria das vezes, é observada desde o momento em que o palestrante inicia o contato com a plateia.

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Lembro que numa certa oportunidade fui ministrar uma palestra para funcionários de uma cooperativa de laticínios realizada no auditório do SEBRAE, em Campina Grande, na Paraíba e, logo que cheguei percebi um ambiente meio pesado no semblante da maioria das pessoas que estava naquele recinto.

Pareciam desmotivadas, tristes, como se não tivessem nenhum interesse em ouvir alguma coisa e, muito menos, pensar em algum projeto para o futuro. Quando comecei a falar, destacando a importância de cada uma delas para o sucesso da organização, e do tamanho do valor que cada uma tinha, percebi que o semblante delas foi ganhando brilho e, em cada rosto começou a brotar um sorriso tímido, mas, transmitindo uma aura de esperança, como se eu estivesse reascendendo uma chama que estava adormecida em meio às cinzas que cobriram um sonho guardado no interior de cada um.

Resolvi dar destaque a dois temas interessantes, e comecei falando sobre Como Superar Desafios Para Atingir Metas e Realizar Projetos, para, mais adiante, falar sobre A Arte de Se Relacionar Com Sucesso. Dois aspectos importantes para um grande êxito no ambiente de trabalho, ou seja, tanto na carreira profissional quanto na vida pessoal, porque sempre quando o indivíduo está com problemas no trabalho, os reflexos, na maioria das vezes, respigam na vida familiar. Isto é quase sempre inevitável!

No dia seguinte, quando voltei para ministrar a mesma palestra para outro grupo de funcionários, aquele grupo que estivera no dia anterior compareceu novamente, porque queriam ouvir mais uma vez aquelas mensagens motivacionais. No final, cada uma daquelas pessoas me abraçou agradecendo, dizendo que eu havia conseguido mexe com a sua autoestima, e que iria mudar completamente de comportamento e, sobretudo, a maneira de pensar e de enfrentar os desafios da vida.

Palestras motivacionais não são nenhuma novidade no mundo, desde os tempos mais remotos, porque Davi e Salomão ministravam palestras para o povo hebreu. Sócrates o fazia com maestria, embora tenha atraído à ira dos invejosos, que o mataram, com cicuta, enquanto, Platão conseguira ser um dos mais brilhantes palestrante de sua época, por volta de 400 anos a.C. E, ninguém melhor que Jesus soube transmitir mensagens motivacionais tão eficientes, que ainda hoje fazem parte da grande lição de sucesso para quem deseja prosperar e viver em harmonia.

Todavia, foram os americanos que aperfeiçoaram este mecanismo, levando-o para o ambiente de trabalho em todas as organizações, como uma grande ferramenta capaz de mudar completamente o comportamento das pessoas, direcionando o foco para o crescimento pessoal e profissional. Ninguém melhor que Napoleon Hill, o pioneiro nesta extraordinária estratégia de sucesso conseguiu mostrar com tanta eficiência que a motivação alimenta a fé e tem a capacidade de remover montanhas na busca de um objetivo supremo.