Foi-se o tempo em que corretor de imóvel era sinônimo de malandragem e de quem não gostava de pegar no pesado ou de trabalho. Hoje, ser um corretor de imóveis envolve credenciamento e credibilidade, assim como afinco e trabalho, muito trabalho, embora ainda haja no mercado os desempregados, aqueles que se dizem corretores, aproveitando-se dos desavisados e desatentos, aqueles que utilizam-se de pequenos anúncios em jornais gratuitos, para envolver um comprador à procura de um bom negócio.

Aqui no Guarujá multiplicaram-se as imobiliárias e o número de corretores, tornando este mercado muito concorrido.

Infelizmente a coisa por aqui é mais difícil do que em São Paulo, ou até mesmo do que em Santos.

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Não bastasse a concorrência leal e normal do mercado, ainda temos que concorrer com os falsos corretores, que não são devidamente credenciados e com os aproveitadores de plantão. Só para exemplificar, relato um fato acontecido comigo há uns meses atrás.

Uma tarde de sábado, um táxi parou na porta da imobiliária e o motorista desceu correndo à frente dos passageiros, pediu para falar com um corretor e eu me prontifiquei. Disse que estava trazendo clientes em potencial e que gostaria de fazer um fifty (em linguagem de corretor, gostaria de dividir a comissão pela venda). Perguntei se ele tinha Creci (credencial de corretor, registro profissional), ele desconversou e saiu rapidamente quando os clientes entraram na imobiliária e sentaram-se à minha frente. Perguntei ao casal se o indivíduo era corretor e eles me disseram que haviam tomado o táxi no centro da cidade e pedido para serem levados a uma imobiliária grande e conhecida na cidade, ele então passou a circular com os dois no carro à procura de um "ótimo" corretor amigo dele, mas quando não o encontrou, parou à nossa porta e correu para dentro do recinto antes deles descerem do carro.

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A corrida ficou bem cara, devido a tantas voltas que ele deu procurando o corretor amigo, sendo que eles só queriam uma imobiliária conhecida na região.

Este é um típico exemplo dos aproveitadores que atuam em nossa área de trabalho e que por muitas vezes logram quem procura profissionais da área e não se preocupa em ver as credenciais do dito corretor ou não sabe que o profissional de verdade tem registro junto ao órgão competente e responde por suas atitudes.

Além destes, o mercado de Guarujá, como em outras cidades litorâneas, tem o diferencial do imóvel ser de veraneio e portanto encontrar-se vazio, criando-se a dificuldade para sua demostração. O corretor depende do zelador para poder demostrar o imóvel e, como em qualquer profissão, existem os bons e os maus profissionais. Existem aqueles que apesar de sempre terem sido gratificados pela ajuda na demostração do imóvel, criam dificuldades para alguns profissionais em prol de outros, mais "queridos", muitas vezes, por uma maior gratificação.

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No Guarujá institucionalizou-se o famoso "um por cento do valor de venda" como regra para pagamento ao zelador por sua ajuda na demostração do imóvel. Este valor é pago com prazer ao bom profissional que nos ajuda em nosso trabalho, mas como em toda profissão, existem os "maus" profissionais, que por vezes, intermedeiam direto a negociação do imóvel, mesmo não tendo o registro.

Infelizmente para os corretores de imóveis ainda não existe uma lei que obrigue a presença de um profissional na hora da escrituração do imóvel transacionado entre comprador e vendedor, coisa que acho, já deveria ter sido aprovada há muito tempo, pois pagamos por nossa credencial anualmente para podermos exercer a profissão, e não pagamos pouco. #Negócios