O dinheiro teve origem na necessidade dos seres humanos de estabelecer critérios de valores para troca entre si. Desde os primórdios as pessoas já possuíam a noção de que as coisas tinham valores diferentes pela maior ou menor facilidade de obtê-las. Quanto mais difícil, mais valioso.

À medida que o ser humano foi dominando técnicas de lidar com metais, fundindo, polindo, imprimindo, fazendo ligas especiais e, por último, chegando ao simbólico, ou seja, ao valor que extrapola o metal, o dinheiro passou a valer o que nele estava impresso.

A corrida ao ouro, ligada à própria história do descobrimento do Brasil e da ocupação das Américas provocou uma fuga do ouro porque, como o sal já foi moeda, o ouro já foi lastro.

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Hoje é apenas uma mercadoria como outro metal qualquer, prata, ferro ou aço, mas com a diferença, já que nenhum outro metal foi tão intensamente explorado e entesourado quanto ao ouro.

No século XX, com o desenvolvimento da tecnologia das comunicações, da informática, dos plásticos, dos chips e, por último, da infovia com a Internet, o dinheiro saiu da superfície e ocupou o espaço aéreo, funcionando como impulso eletrônico. É interessante observar que a expressão do dinheiro vai assumindo formas compatíveis com o conhecimento humano para permitir maior facilidade e rapidez nas relações de troca entre as pessoas.

Depois de utilizarmos os cartões (de plástico), hoje o dinheiro é virtual, pois o mundo virtual é uma realidade para a humanidade, ou pelo menos para uma parte do nosso cotidiano.

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A rede eletrônica permite que o dinheiro fique mais personalizado, mesmo quando se tornam mais impessoais os elos entre comerciantes e consumidores.

O dinheiro eletrônico está sendo usado cada vez mais por motivos óbvios, pois sem corpo, sem peso e sem matérias ele circula pelo ciberespaço,  cumprindo seu papel de energia de troca entre os seres humanos. Ele se multiplica pela rede sem fronteiras e é tão disponível quanto o ar. Até parece mágica, não do mundo dos contos de fadas, mas do sério e veloz mundo dos #Negócios do século XXI.