Os meios de comunicação de massa e o surgimento da internet como mais um canal de divulgação de informações - e de publicidade - têm feito os consumidores, cada vez mais, quererem fugir das "armadilhas" do marketing.

Um dos sintomas desta prática, a cegueira de banner, faz com que os leitores simplesmente ignorem os anúncios e sigam sua leitura como se só houvesse o texto de seu interesse na página. Atualmente, estima-se que apenas uma em cada 1.000 pessoas clique em propagandas online através de banner.

O termo Banner Blindness (cegueira de banner) foi usado primeiramente por Benway e Lane em 1998, ao perceberem em suas experiências que os usuários ignoravam qualquer tipo de informação que tivesse aparência de propaganda.

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Segundo a pesquisa, o cérebro simplesmente cria mecanismos mentais que identificam tipos de elementos visuais considerados irrelevantes e os marca como pontos cegos.

Como contornar este problema? Uma alternativa é colocar o anúncio misturado com o conteúdo. Esse método funciona melhor se o anúncio tiver relação direta com o conteúdo que o usuário está lendo ou procurando. O Facebook já insere anúncios entre uma postagem e outra, misturando-os com o conteúdo que o usuário realmente está consumindo.

Os profissionais de marketing têm se especializado cada vez mais, visando driblar esse comportamento do consumidor, através do aprimoramento das armas de vendas. E o investimento em conteúdo, através de técnicas de persuasão e copywriting, vem ganhando cada vez mais espaço.

Tudo passa pela transmissão da mensagem, que sugere uma mudança de comportamento do consumidor.

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Isto se dá através da distribuição de conteúdo relevante e consistente, visando identificar um público cada vez mais específico e, a partir daí, dirigir a ação para o cliente notadamente mais rentável.

A idéia é se comunicar com o cliente sem realizar a venda propriamente dita. E através do conteúdo entregue gratuitamente, deixá-lo cada vez mais informado. Em contrapartida, este cliente que recebe o conhecimento gratuito, se torna "desarmado" e cada vez mais propenso a adquirir seus produtos ou seguir a orientação que lhe é dirigida.

Cada vez mais o conteúdo vem ganhando espaço como prioridade, principalmente para o sucesso no funil de vendas. Redes como Twitter, Facebook e Google+, por exemplo, são ambientes onde as pessoas mais compartilham links de terceiros.

Com isso, a empresa pode ter seu conteúdo recomendado por seus seguidores gratuitamente, ganhando inclusive pontos na chamada "prova social".

Mostrar conteúdo próprio e que realmente interesse ao cliente é uma ótima prova de que você entende e conhece bem o assunto em questão.

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Isto torna você referência no assunto, e abre bons caminhos de venda.

Um dos papéis fundamentais do marketing de conteúdo é integrar o funil de vendas. É despertar o interesse do público no seu produto ou serviço. O conteúdo deve ser bastante informativo e de interesse do cliente.

Daí a importância do conteúdo em tempos de cegueira publicitária. Frequentemente recebemos publicidade de empresas querendo vender "isto" ou "aquilo", sendo que os produtos ou serviços ofertados são, na grande maioria das vezes, irrelevantes para o consumidor.

Ao contrário, um bom conteúdo, que faça o cliente parar e pensar pode fazê-lo se comportar de forma diferente. Isso porque o marketing de conteúdo faz com que os clientes se sintam mais próximos de quem vende. O objetivo é derrubar possíveis objeções e barreiras de venda.

Por isso, mais eficiente do que fazer propaganda online é se relacionar com que seu público-alvo, oferecendo conteúdo de valor e pertinente às suas necessidades.

Lembre-se que, para ser eficaz no marketing de conteúdo, é essencial ter uma estratégia bem elaborada, com informações o mais precisas possível sobre seu público alvo. Depois, é só iniciar o relacionamento, entregar seu conteúdo valioso gratuitamente e vender.