O Halloween terá seu melhor resultado comercial na última década nos Estados Unidos, revelou a National Retail Federation (NFR). A pesquisa feita pela entidade aponta que mais de dois terços dos norte-americanos irão comprar uma ou mais fantasias para a festa comemorada nesta sexta-feira, dia 31 de outubro. No total, estima-se que o montante arrecadado com a venda de doces, decorações e fantasias atinja a marca de US$ 7,4 bilhões.

Embora a popularidade do "Dia Das Bruxas" esteja em franca ascensão no Brasil, a efeméride ainda encontra resistência para se consolidar no calendário nacional. Desde 2003, tramita o Projeto de Lei 2.762, de autoria do deputado Chico Alencar (PSOL/RJ), que visa instituir o 31 de outubro no Dia do Saci, usando o folclore brasileiro para abafar o consumismo em torno do feriado norte-americano.

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O Saci foi escolhido para representar os seres sobrenaturais do país em substituição aos vampiros e bruxas, mais populares no hemisfério Norte. Apesar da identificação com os Estados Unidos, a comemoração do Halloween teve origem entre os povos celtas da Inglaterra, onde se acreditava na abertura de um portal para o mundo dos mortos entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, Dia de Finados.

A tradição de servir doces vem da crença de que as guloseimas acalmavam as almas. Durante a Idade Média, a Igreja Católica estabeleceu a comemoração no dia 31 de outubro e a rebatizou de All Hallow's Eve (Vigília de Todos os Santos), cuja pronúncia foi mudando até chegar ao Halloween dos dias atuais.

A comemoração do Halloween no Brasil é usada como gancho por muitas empresas para promoções e descontos ainda de forma tímida.

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O mesmo não acontece nas escolas, que normalmente fazem um baile a fantasia nessa época para lembrar a data. Bruxas, abóboras e personagens da moda, como as bonecas Monster High e do filme Pânico, são os preferidos do público infantil brasileiro para festejar o dia. O dia 31 de outubro não é feriado em território nacional, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos. #Negócios