A Presidente Dilma Rousseff instituiu em maio deste ano o decreto nº 8.243 - um marco inovador nesse segundo #Governo - com o objetivo de desenvolver uma gestão participativa entre governo e a sociedade. De maneira geral, a lei visa diminuir as desigualdades entre as vontades dos representantes e dos representados. Cabe aqui dizer que quebrar esse monopólio da forma de governo e trazer a participação do povo para as decisões mais importantes não é nada tão simples. Quem não se lembra das manifestações em junho de 2013, cujo objetivo era reduzir o preço das passagens de ônibus e que muitas vezes foram punidas de forma violentas pela polícia, devido à presença de vândalos que destruíam monumentos públicos, envergonhando o nosso país na mídia mundial? Até que ponto os interesses dos políticos estão harmonizados com os interesses da sociedade, uma sociedade sedenta por "direitos" que se encontram organizados na Constituição, mas apenas de forma teórica?

O Segundo governo de Dilma Rousseff estaria disposto a romper com o Congresso Nacional - que executa as leis e que cobra propina para votar projetos - e com a classe empresarial, que paga insignificantes salários aos seus operários, pagando elevados encargos tributários ao governo? Vamos esperar para ver os resultados de todo esse processo.

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Que seja diferente do processo eleitoral, que se firmou num grande mecanismo de legislação do poder, mesmo em meio à crise econômica profunda e a seguidos escândalos de corrupção.

Nossos políticos geralmente têm o mesmo perfil: são veteranos que se servem da máquina econômica para se deter no poder e que na maioria das vezes conseguem eleger diversos membros da família. Facilitam o nepotismo muito comum na política brasileira e essa prática deixa em segundo plano os interesses primordiais para a população. Conclui-se, portanto, que um povo que não disponha das condições básicas para uma vida digna não estará em condição de exercer a soberania, que, segundo o ideário democrático, é o seu papel. #Opinião