Juventude: época da vida que representa novas oportunidades, descobertas e conquistas. E, para alguns, muitas dívidas! Segundo pesquisa realizada pelo SerasaConsumidor, em parceria com o Ibope Inteligência, 40% dos jovens adultos entre os 16 e 24 anos são descontrolados, quando o assunto são suas finanças pessoais. A pesquisa - realizada no primeiro semestre desse ano - contou com a participação de 2002 pessoas, em mais de 140 cidades de todos os estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal.


Os mais velhos são os mais conscientes



Outro ponto interessante da pesquisa é que a constatação de que, quanto maior for a idade, menor é o seu descontrole. Na faixa etária de 25 a 34 anos, a porcentagem é de 38%. Já entre 35 e 44, cai para 34%, enquanto entre 45 e 54 anos o índice é ainda menor, de 33%. Na terceira idade, composta por pessoas acima dos 55 anos, o índice de descontrole financeiro é de 25%. Os dados apresentados pertencem ao Indicador de Educação Financeira (IndEF).


O impulso é o pior inimigo



Em entrevista à Revista Exame, Júlio Leandro, superintendente do SerasaConsumidor, afirma que o impulso é o principal responsável pelas complicações financeiras vividas pelos jovens: "Os jovens precisam evitar agir por impulso e adquirir o hábito de controlar melhor a vida financeira para que eles não sofram as consequências do superendividamento e da inadimplência", disse.


Concluindo a pesquisa, o SerasaConsumidor e o Ibope Inteligência avaliaram, numa escala de 0 a 10, a educação financeira de cada uma das faixas etárias entrevistadas: os jovens entre 16 -17 anos receberam a nota 5,5 e os jovens entre 18-24 anos foram avaliados em 5,8.


Somente a mudança de atitudes pode resolver a vida financeira



Os jovens que se enquadram - e, de fato, participam - destes 40%, precisam aceitar conselhos e dicas de especialistas e, com consciência, colocar a vida financeira nos eixos. Algumas boas dicas são ampliar as fontes de renda, destinar cerca de 10% da renda mensal à investimentos, analisar melhor compras de bens materiais (como carros, motos etc) e variar nas opções de investimentos além da poupança - aplicar no tesouro direto, para a aposentadoria, é uma excelente decisão.
#Negócios