Basta o mês de novembro dar o ar da graça para que os consumidores brasileiros sejam bombardeados por promoções "espetaculares" e descontos "extraordinários". A famosa Black Friday ou sexta-feira negra, que se resume, em sua gênese, na sexta-feira logo após o feriado de ação de graças nos Estados Unidos da América, se transformou em semana e, até mesmo, em mês, por essas bandas. Acontece que nesse período é possível comprar os presentes de natal para a família e, mesmo assim, economizar uns trocados, porém, é preciso ficar atento e pesquisar muito antes de qualquer decisão, pois algumas promoções podem não condizer com os preços praticados na atualidade.

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Originalmente, a Black Friday surgiu nos EUA, onde o dia de ação de graças é comemorado na última quinta do mês de novembro e, consequentemente, a sexta-feira negra é no dia seguinte. Sendo assim, no Brasil, o dia das grandes promoções também é na sexta-feira que sucede a ação de graças nas terras do tio Sam. O objetivo desse dia é uma injeção de ânimo para o início das vendas de natal no varejo.

Não há um consenso para definir a data da primeira promoção do comércio, mas o termo Black Friday foi utilizado pela polícia das grandes cidades dos EUA, possivelmente no início dos anos 1990, para definir o caos no qual se transformavam as ruas das cidades. O motivo sempre foi os grandes congestionamentos e os transtornos causados por consumidores sedentos por uma boa economia, afinal de contas, não é todo dia que se pode adquirir produtos com até 80% de desconto.

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O mais interessante nisso tudo é que, apesar de ser um dia especial para economizar, não é um dia visto com bons olhos pelas autoridades Norte-americanas, pois há até registro de morte por pisoteio na Black Friday.

No Brasil, a primeira Black Friday aconteceu em 2010 e, basicamente, atingiu apenas o comércio online. Em 2014 o comércio presencial, através das lojas físicas, entrou a todo vapor nessa onda, cada qual tentando chamar a atenção dos consumidores à sua maneira. No entanto, a maquiagem dos preços ainda deixa os consumidores desconfiados e faz com que a Black Friday ainda não tenha o crédito necessário para criar raízes nas terras tupiniquins. O descrédito aumenta ainda mais quando o tempo da sexta-feira, o qual deveria se resumir a 24 horas, se estende por uma semana ou mês. O termo se torna ainda mais comercial do que prático.

Uma das formas de reconhecer a legitimidade dos preços baixos durante a Black Friday é ficar atento durante o ano todo. Também é possível se utilizar dos sites comparativos de preços para encontrar o preço mais baixo praticado no mercado online. A partir disso, basta comparar com o preço das lojas físicas e decidir por aquela que melhor condiz com a expressão de desconto real.

Boas compras para todos! #Inovação