Dois mil e quatorze ficará marcado na mente de muitos por vários eventos que aconteceram: Copa do Mundo no Brasil, eleições gerais, movimentos sociais nas ruas e nas redes online. Mas tudo isso já é passado, menos o fantasma da inflação que vem rondando nossas finanças. Todos aqueles que viveram na década de mil novecentos e oitenta, e princípio dos anos noventa, sabe como ela foi um bicho papão para suas economias, e como isso desestabilizava a economia e o orçamento de todos nós, brasileiros.

Naquele período os produtos tinham seus preços aumentados todos os dias; quando alguém entrava nos supermercados de longe ouvia o barulho das máquinas sendo utilizadas para aumentarem os valores dos produtos.

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As donas de casa já andavam com suas calculadoras e uma lista de compras bem reduzida, pois cada vez que iam aos supermercados traziam menos produtos e gastavam mais dinheiro.

Em março de 1990 a inflação alcançou o patamar de mais de oitenta e três por cento ao mês. Em todos os anos eleitorais, sempre há um aumento da inflação, foi assim em 1998, 2002 e 2006 e em 2010, esperamos que agora seja só nesse semestre e que depois tudo volte ao normal.

Se observarmos, no decorrer desse ano os produtos tiveram um aumento significativo, nas verduras, frutas, hortigranjeiros e carnes, além dos bens de consumo em geral, e as tarifas públicas. Com a subida nos combustíveis, o impacto foi ainda maior nos preços, tendo em vista que a maioria dessas mercadorias é transportada pelas rodovias de um estado para outro e isso eleva os gastos com petróleo e impostos, aumentando assim a carga tributária e o custo de vida.

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Além disso, os juros dos bancos para empréstimos estão muito altos, além do próprio dólar e também o cartão de crédito. Em 2015, esperamos um ano melhor com crescimento econômico e que esse animal seja controlado, por aqueles que assumirem a direção da economia brasileira para os quatro anos seguintes.

Portanto, diante desse cenário parece que haverá um natal magro, com os consumidores refazendo suas contas para não gastarem além daquilo que ganham e talvez muitas compras fiquem adiadas para o próximo ano. #Opinião