Não há como negar que a campanha presidencial de 2014 foi pesada, para os candidatos e para os eleitores. Para os candidatos que disputaram: uma delas, candidata à reeleição, amparada e protegida pela máquina administrativa, tratada com permissividade pela mídia em qualquer momento e situação, com o poder de mostrar como "suas" as obras resultantes de suas obrigatórias responsabilidades. E os demais candidatos de vários partidos, a maioria de pouca influência sobre o eleitorado. Em primeiro turno, três se destacaram para, enfim, dois saírem vencedores para a disputa final. A história, porém, não pode ser contada com narrativa tão singela.

Assistimos a uma guerra verbal entre os três destacados, dois com economia de palavras e acusações e outra, inflacionada e provocativa.

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Esta empurrou para fora da disputa a primeira grande adversária, pênalti inexistente mal batido, mas convertido, em goleiro, aliás, goleira fragilizada, infelizmente vulnerável. Nessa primeira disputa restaram a inflacionária vencedora e o único cavaleiro que, quase caindo do cavalo, primeiro passou "de passagem" pela prejudicada e, na reta final, apesar da corrida ainda provocativa e desigual da ardilosa adversária, cruzou quase cabeça com cabeça com ela, beneficiada pela "arbitragem" (diga-se aqui injusto processo de reeleição). Uma vantagem que até gerou, mesmo sem possibilidade de "foto instantânea" de chegada, dúvidas quanto à sua autenticidade.

Metáforas à parte, há outras figuras de linguagem que vivenciamos, embora o contexto seja de disputa política e não exatamente "verbal", como passou a ser por aquela com o poder de candidata da "língua oficial" (ou linguagem oficial? Aliás, as duas).

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Língua de falar demais, do que não deve, de ofensas e acusações, ao que cedeu, comedidamente, o cavaleiro adversário. Uma linguagem de mentiras e desconstrução da imagem do adversário, golpe baixo na luta que passou a ser travada no palanque (ou ringue) político.

Pelas estatísticas, como interessa à frieza dos resultados, a votação mostrou percentuais de 51,64% para Dilma Rousseff (PT) e 48,35 para Aécio Neves (PSDB) - diferença de 3,29%. Em número de votos, 54.499.901 para Dilma e 51.041.010 para Aécio - diferença de 3.458.900 votos. Os resultados ajudarão no contexto de novo artigo. Aguarde. #Eleições #Opinião