O novo-antigo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a presidente Dilma, com o mesmo discurso, anunciaram que o governo federal está concluindo estudos cujo objetivo é a redução importante das despesas que incluem conquistas de trabalhadores e benefícios concedidos à população, anunciados em 2011, no início do primeiro mandato presidencial e não cumpridos desde então. Nada saiu do papel. Resultado: as despesas apenas aumentaram, exatamente as que correspondem à grande preocupação de uma "resolução importante" que emitirão para promover ajuste nas despesas. Há necessidade de cortes em despesas como seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença, pensão por morte, despesas inflacionadas em virtude de fraudes para as quais prometeram mais regras rigorosas, que nunca foram aplicadas.

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Por exemplo, só para citar um entre alguns, as despesas com seguro-desemprego saíram de R$ 23,7 em 2011 para R$ 27,6 bilhões em 2012 e R$ 31,9 bilhões em 2013 e deverão chegar este ano a R$ 35,2 bilhões. Afora isso, o BNDES - que na edição de O Globo de domingo, foi comparado por seu presidente, Luciano Coutinho, como "um grande transatlântico", por apoiar todas as empresas, sem discriminação e até projetos no exterior -  excedeu-se em estímulos fiscais e financeiros e agora passará por rearranjo financeiro para reduzi-los, principalmente em razão de financiamentos com juros abaixo da taxa Selic. Realmente um "grande transatlântico" cujos resultados devem pesar ao oceano da economia. Vamos torcer para que não venha a naufragar.

Difícil de tocar é o que diz respeito à previdência social, principalmente quanto ao fim do fator previdenciário que influencia nas despesas de um sistema altamente deficitário.

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O que aconteceria se fosse reajustado? É tão difícil que reuniões se sucederam entre ministros e líderes partidários sem acordo, até que a presidente Dilma pôs fim às discussões.

Agora, como teremos medidas do governo pressionado por parlamentares de sua base de sustentação, tendo reivindicações várias e também comprometimentos com as eleições das mesas diretoras no Congresso? E acresce o fato terrível de ter de definir o ministério quando os nomes não são em número e competências expressivos? Dificuldades, dificuldades... Também a nossa de aceitar e passar por essas negras expectativas.



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