A vida de uma startup começa com a venda inicial da ideia e a obtenção do capital necessário para o investimento. Mas infelizmente, no Brasil, e segundo os investidores, as startups estão no vale da morte por causa de alguns fatores que tornam o desenvolvimento das mesmas muito lento e muitas vezes estagnado. Nove em cada dez morrem antes de atingirem a fase adulta. E o grande calcanhar de Aquiles é a falta de um produto que faça diferença para o consumidor, ou seja um produto inovador e que venha de encontro a uma grande necessidade ou um grande desejo dos consumidores. O Brasil é o país da #Inovação zero. Veja os números: na China, 16,7% dos lançamentos são de produtos que a população não conhece; na Alemanha 14,7% dos lançamentos são de produtos completamente novos e nos EUA esse valor é de 18,3%.

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E no Brasil o nosso número é um absoluto 0.

A maioria dos especialistas consultados aponta que os principais obstáculos são as atuais políticas governamentais, como a tributação e a burocracia. Cassio Spina, fundador da Anjos do Brasil, diz que o país precisa estar preparado para competir em qualquer lugar do mundo. Metade destes especialistas apontam como causa a falta de apoio financeiro e a outra metade a falta de capacitação dos próprios empreendedores. Apesar dos números, todas as semanas milhões de dólares são investidos e milhares de pessoas encontram novos empregos em startups.

O que o Brasil precisa é de incentivadores de inovações junto a escolas de tecnologia e universidades que já lidam com engenharia, do desenvolvimento de produtos e tecnologia de ponta em métodos e processos e também de clubes de ciências e grupos amadores de novidades e robótica.

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Além do apoio de investidores e criadores, os novos desenvolvedores que vão surgindo são motivados muitas vezes por políticas de incentivos surgidas em competições e concursos para alcançar alguns objetivos ou atender a alguma demanda da sociedade. E isso os educadores podem fazer com muita competência. Só conseguiremos sair deste patamar zero de inovação se houver esforços conjuntos neste sentido por todos que se interessam por startups, como nos outros países. #Negócios