O Brasil, juntamente com outros 12 países - Camarões, Etiópia, Filipinas, Gabão, Gâmbia, Ilhas Maurício, Irã, Kiribati, Malásia, Mauritânia, México e Uruguai - foi premiado dia 30 de novembro passado pela FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, por conseguir a redução do índice de pessoas em extrema pobreza no país, na sede do órgão, em Roma.

São consideradas pessoas em extrema pobreza as que vivem com menos de 1 dólar ao dia. Esse índice, desde 2001 até agora, diminuiu em 75% no país.

Segundo o relatório da FAO, o Brasil é um dos países que mais evoluiu no quesito de combate à fome.

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De acordo com o mesmo órgão, o Programa Fome Zero, criado em 2003, é uma das razões para que o país progredisse nessa área. No Programa Fome Zero a princípio era utilizado um cartão que possibilitava aos usuários a compra de alimentos. Posteriormente, esse programa veio a ser substituído pelo Bolsa Família.

Segundo José Graziano, diretor da FAO, o Brasil superou grandes desafios em condições econômicas e ambientes políticos difíceis, porém demonstrou vontade e mobilizou os meios para que esse resultado se tornasse possível. Disse também que os países vencedores confirmaram que é possível acabar com a fome e com a desnutrição, embora isso seja um desafio no nosso tempo.

Dentre os esforços que a FAO reconheceu, estão o fato de cumprir o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 1, que é reduzir pela metade a proporção de pessoas com fome até 2015, bem como cumprir a meta estabelecida na Cúpula Mundial de Alimentação (CMA), que ocorreu em 1996.

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Essa meta diz respeito a reduzir pela metade o número de pessoas com fome até 2015. Três países - Brasil, Camarões e Uruguai - conseguiram cumprir essas duas metas antecipadamente.

O Brasil investiu 35 bilhões de dólares no combate à fome e em programas para combater a pobreza no ano passado, devido a isso conseguiu atingir as metas internacionais.

No mundo inteiro, são 100 milhões de pessoas com fome a menos do que há dez anos atrás, e 200 milhões a menos do que a 20 anos atrás.

Apesar desse progresso, ainda há muito o que se fazer nessa área: 8,4% da população brasileira ainda vive com menos de 2 dólares por dia, e 805 milhões de pessoas ainda sofrem de desnutrição crônica no mundo. De acordo com o diretor da FAO "é necessário melhorar a qualidade e eficiência dos sistemas alimentares, promover o desenvolvimento rural, aumentar a produtividade e a renda rural, melhorar o acesso aos alimentos e reforçar a proteção social." #Governo