Há mais de 125 anos, o trabalho escravo foi abolido do Brasil. Ainda assim, o país abriga um tipo de 'versão moderna' do trabalho escravo, algo que existe mesmo entre marcas e grifes grandes e reconhecidas. Mais de 2 mil pessoas são libertadas todos os anos no Brasil por trabalhar em condições análogas à de escravos.

Com o #Natal chegando, as compras são bastante comuns, por isso é importante que nos mantenhamos informados para não estimular esse mercado e deixá-lo mais forte. São centenas de marcas em atuação nos dias de hoje, por isso basta optar por uma semelhante, em vez de oferecer lucro para uma que não oferece as condições necessárias de trabalho e remuneração.

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Confira abaixo as principais empresas que já foram flagradas com funcionários trabalhando em condições análogas à de escravos.

M.Officer

Em novembro de 2013, foram resgatas duas pessoas que produziam peças para a marca em São Paulo, no bairro do Bom Retiro. Os dois trabalhadores eram casados, vindos da Bolívia e faziam as costuras no mesmo local em que viviam com seus dois filhos. A casa não tinha local próprio para fazer refeições, condições de higiene e continha instalações elétricas irregulares, próximas a material inflamável, sem extintor de incêndio por perto. Eles ganhavam 7 reais por peça produzida e foram contratados pela Spazio, empresa terceirizada.

Bo.Bô e Le Lis Blanc

Em junho de 2013, uma fiscalização libertou 28 pessoas que produziam peças para as marcas em oficinas clandestinas.

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Entre essas pessoas, havia uma adolescente de apenas 16 anos. Cada uma das pessoas ganhava entre R$ 2,50 e R$ 7 por cada peça. Em contrapartida, as peças são vendidas por preços até 100 vezes maiores. Todas as 28 pessoas eram bolivianas. Além da escravidão, foi identificado tráfico de pessoas.

Luigi Bertolli, Emme e Cori

Em março de 2013, outros 28 bolivianos costureiros foram resgatados em mais uma oficina clandestina. Todos eram submetidos diariamente a jornadas exaustivas, condições degradantes e servidão ocasionada por dívidas. As três marcas fazem parte da empresa GEP, que é do grupo que representa a famosa grife GAP, em território brasileiro.

Apesar de serem as principais marcas flagradas na atualidade, infelizmente elas não são as únicas que submetem seus trabalhadores a más condições de trabalho e pagamento baixo. A Gangster, Hippychick, Gregory, Collins e Pernambucanas são apenas mais algumas marcas que fazem parte dessa lista. Sem esquecer da Zara, que ganhou destaque em toda a mídia após flagrante de trabalho escravo em agosto de 2011. #Dicas

No Natal de 2014, evite estimular esse comércio e compre os presentes para seus amigos e familiares de marcas que não se envolveram em nenhum escândalo e que recompensam seus trabalhadores da forma que manda a lei.