Depois de uma Black Friday estendida - pois continuou no sábado e domingo - chega uma segunda com propostas de descontos ainda mais tentadoras. Trata-se da famosa Cyber Monday, um outro artifício do comércio norte-americano para atrair quem está com a mente tranquila e relaxada, no pós-feriado do Dia de Ação de Graças.

As lojas estão anunciando descontos de 20, 30, 40 e 50% de desconto em alguns produtos. Algumas chegam a anunciar 80 e - pasmem! - até 90% de desconto. Bem, antes de escrever esse artigo, fui dar uma olhada para ver o que realmente acontece na Cyber Monday. E sendo bem sincera, na grande maioria são descontos que encontramos em outros momentos, que na sexta-feira se fantasiaram de Black Friday e que hoje se mascaram de Cyber Monday.

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Tudo igual. Um exemplo: uma TV 32 polegadas - tenho visto ao custo de R$ 899,00 já há alguns meses. Pois bem, ela está com um super desconto na Cyber Monday, ficando em... R$ 899,00!

Fui atrás dos descontos maiores, e encontrei algo meio parecido com um grande desconto em livros - no Submarino - que quase chegou a 80% de desconto na coleção Harry Potter. Na Amazon, o anúncio era de 80% off em e-books - só que não indicava o preço anterior do e-book. A Dafiti, outra participante da Cyber Monday, indicava que teria também grandes descontos, mas não achei nada de surpreendente. Pergunto então: seria a Cyber Monday um outro embuste?

Não afirmo que não se encontre alguma coisa com um desconto bom. Mas veja bem: desconto bom, nada excepcional. Quem está por dentro de preços de eletrônicos, de eletrodomésticos e outros, consegue ver que é apenas um nome diferente, para mexer com o imaginário e iludir as pessoas.

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Outro ponto contra: Por que não criar um dia brasileiro de descontos? Por que motivo trazer dos Estados Unidos da América os dias de promoção - o pré e o pós-feriado de Ação de Graças? Pode até ser uma data favorável para o comércio brasileiro, uma vez que os trabalhadores recebem a primeira parcela do seu 13º salário no final do mês de novembro, mas acredito que há outras formas de "abrasileirar" essas promoções e deixar de copiar tudo que americano faz.

O artigo era para ser informativo e acabou virando uma crítica. #Negócios #Opinião