O poder da empresa foi reduzido e fortaleceu-se o do cliente. Com o surgimento da Internet, aumentou a infidelidade dos consumidores, transformando a administração de marcas em uma tarefa sobre-humana e de baixo retorno. Os consumidores possuem, cada vez mais, informações sobre os produtos e também mais produtos para escolher. Empresas oferecendo produtos com preço mais baixo, companhias aéreas como Tam, Gol, oferecendo tarifas com grandes descontos, eBay (site de leilões) que permite aos consumidores adquirirem mercadorias novas a um preço abaixo do normal e com entrega garantida ou o dinheiro de volta, abandonaram as estratégias tradicionais de marketing e reconstruíram-nas ao redor do único fato fundamental da economia digital: "o cliente é o rei".

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Outra realidade é o ciclo de vida curto dos produtos. Em relação ao Brasil, o consumidor, em um mercado fechado, como era o brasileiro, não percebia a defasagem entre o Brasil e mercados mais desenvolvidos. Hoje é diferente, o Brasil mudou; o consumidor mudou. A HP, por exemplo, tem lançado uma impressora a cada seis meses e já penetrou em novos #Negócios quase que instantaneamente, a exemplo de soluções para dispositivos móveis, impressora 3D, computador com scanner 3D e projetor. Em outro segmento, novos biscoitos são lançados no Brasil quinzenalmente - experimente comparar a seção de biscoitos a cada visita ao supermercado - e o consumo vem aumentando consideravelmente.

As empresas, nessa nova economia, devem usar a Internet para engajar os consumidores num diálogo contínuo que reformula o marketing tradicional de difusão e divulgação; devem estender, de forma permanente, esse diálogo aos clientes, fornecedores e a outros componentes do mercado; integrar esses grupos aos seus sistemas internos gerenciais de produção e projeto, de informações para venda, e de Inteligência competitiva; estender o sistema de marketing à fase de pós venda, com o objetivo de manter a lealdade do cliente; promover o envolvimento de toda a empresa com as novas tecnologias para: compreender como elas alterarão o comportamento do consumidor; criar experiência de serviços para os clientes; agregar serviços aos seus produtos e tornar todas as vendas em conversações; tornar a relação empresa-cliente um aprendizado contínuo que permite responder rapidamente às solicitações surgidas.

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É necessário, ainda, fazer com que o cliente participe no projeto do seu próprio produto, sentindo-se coautor de sua própria marca, transformando-o em vendedor ativo.

Como exemplo de empresa, pode-se citar a Amazon (livraria virtual) que em 17 anos conquistou milhões de clientes e tornou-se a estrela de "Wall Street", mas que vem reformulando seu modelo de negócio com o advento das tecnologias móveis; a Dell que disponibilizou funcionalidade de adequação dos computadores online, de acordo com as especificações dos clientes, permitindo que o hardware já saia de fábrica de acordo com a customização realizada; assim como revenda de veículos que permite a customização de carros pelo cliente antes de sairem da fábrica e dispõe do atendimento personalizado com um expert online para explorar o veículo, adotando o conceito da experiência do usuário.