A invasão dos produtos chineses no mercado brasileiro se torna cada dia mais ativa e imponente. Com baixos preços e qualidade muitas vezes questionável, esses produtos vêm tirando o sossego dos produtores nacionais. Sem ter como concorrer com os preços dos produtos chineses, muitas fábricas e postos de trabalho acabam fechando ou sendo reduzidos. A tributação brasileira ainda impede que os preços daqui disputem o páreo com os importados da China ou Paraguai. Dessa forma, muitos produtos brasileiros estão migrando para esses países na tentativa de diminuir o custo com a mão de obra, energia elétrica e tributação em geral, na tentativa de baixar os preços e estoques, ganhando os mercados perdidos.

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A principal Lei paraguaia (Lei Maquila) prevê incentivos para a instalação de empresas estrangeiras visando à exportação, deixando claro seu objetivo e as operações abrangidas por ela, a fim de regular e fiscalizar o investidor instalado no Paraguai. Dessa forma, os produtos se tornam mais baratos, podendo competir em pé de igualdade com os monstros chineses.

Muitas empresas brasileiras têm optado pelo Paraguai pela facilidade de deslocamento onde a barreira geográfica praticamente inexiste. Já as barreiras linguística, cultural e até mesmo comercial são mais favoráveis do que na China.

O Paraguai apresenta ainda, várias vantagens aos investidores brasileiros. Entre elas estão as isenções fiscais ao investimento estrangeiro para o fim de exportação aliadas ao livre trânsito no MERCOSUL, encargos sociais reduzidos e que garantem baixo custo em geral para prestação de serviços e a produção de bens, além economia estável e a boa proteção da propriedade intelectual.

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Com a aproximação das festas de final de ano o brasileiro, ainda inseguro com a instabilidade moeda e com o encarecimento do crédito, demonstra preferência pelos produtos mais baratos e pela economia com as festas. Segundo a SERASA, o desempenho no comércio varejista apresentou um desempenho abaixo do esperado para novembro.