O grande desafio da Gestão Empresarial em todos os mercados, está no comentário de Jack Welch: "Estamos na década do valor. Se você não conseguir vender um produto da melhor qualidade pelo menor preço do mundo, você estará fora do jogo (...) a melhor maneira de reter seus clientes é imaginar constantemente como lhes dar mais por menos".

Nos anos 90, novas tendências de comércio exterior começaram a surgir, com a abertura comercial de vários países, dando início à globalização. Com a globalização, o advento da tecnologia e a interdependência direta das nações, houve uma intensa concorrência e maior difusão da evolução tecnológica na sociedade mundial.

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Essas alterações no cenário mercadológico criaram uma competitividade maior entre os mercados, exigindo drástica mudança organizacional e cultural das empresas para se adaptarem aos novos tempos de uma economia moderna, na qual a sobrevivência depende da velocidade e qualidade das mudanças e principalmente baixo custo. O fazer mais por menos se tornou o grande desafio dos gestores.

Esse cenário se acentuou no mercado mundial após a entrada das empresas asiáticas, que tem baixo custo operacional. Torna-se quase inviável a competição de mercado com elas.

O outsourcing é um novo modelo de gestão, que veio para ficar em países que têm custos altos de encargos sociais e trabalhistas, como é o caso do Brasil. O Brasil conta com um inimigo interno, ou seja, um sistema tributário, legal e fiscal complexo e com altas incidências de encargos, o que agrega um custo maior à mão de obra e consequentemente um custo final maior.

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O mundo globalizado é hoje refém de um mercado asiático que definitivamente dita as normas mercadológicas, compete com preços praticamente impraticáveis, com subsídios governamentais. E as empresas são obrigadas a se moldar a esse novo ambiente.

Para as organizações que competem no comércio exterior não há outra medida de reduzir custos se não optarem por outsourcing, que é uma forma de acrescentar valor a um negócio convertendo um centro de custos interno num serviço externo através da subcontratação, permitindo a libertação de recursos da organização e dos gestores para concentrarem a sua atenção nas áreas de negócio de elevada importância estratégica.

Não há como deixar de considerar atividades de outsourcing e terceirização na gestão de uma organização, seja ela prestadora de serviços ou de bens de consumo.

Tornou-se vital buscar uma transformação que envolva a renovação de toda a organização e, principalmente transformá-la em uma organização competitiva.

As empresas dão foco ao principal que é o conhecimento, dando ênfase às ideias inovadoras e criativas e os serviços que despendem menos capital intelectual são enviados para empresas de fora do país para serem executados, tendo a informática como aliada e parte integrante e indispensável nessa interação.

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Fica claro que, no momento em que vivemos, se uma organização não está preparada tecnologicamente e com estratégias orientadas para as variantes do mercado, como preço, oportunidades, necessidades, serviços, novos produtos, está a caminho da ruína.

E o lado negativo do outsourcing é o problema social que pode ser criado com a demissão em massa de pessoal. #Opinião