Demissionário da Controladoria-Geral da União (CGU), o ministro Jorge Hage faz críticas ao fato de que a empresa estatal Petrobras estar fora do alcance do sistema de fiscalização. E sai dizendo que o CGU, órgão federal de maior combate à corrupção do país, não dispõe de instrumentos para exercer o controle necessário das empresas, inclusive as de economia mista. Nessas, há grandiosos investimentos federais. Sobre elas há apenas auditorias anuais de contas. E ficam fora de cruzamentos de seus bancos de dados com outras informações.

A CGU, informou o ministro, instaurou processos administrativos na intenção de investigar em torno de 20 dirigentes, ex-diretores e empregados da estatal, incluindo nove empresas que tiveram transação com a Petrobras no combate à corrupção.

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O ministro reclamou também pelo fato de a estatal possuir sistemas de licitação próprios e de não utilizar os sistemas corporativos pertencentes ao #Governo como iniciativa de lisura dos seus atos. E essa reclamação refere-se a todas as estatais. Hage também solicitou ao juiz federal Sérgio Moro a cópia da planilha em que constam as 747 obras sobre as quais há suspeita de irregularidades, incluindo as da Petrobras.

Espaço preenchido por escândalo é o da ação coletiva movida por pessoas que adquiriram ações da petrolífera, os chamados American Depositary Receipts (ADRs), negociadas na Bolsa de Nova York, entre 20 de maio de 2010 e 21 de novembro de 2014, sob a alegação de que a empresa violou a legislação que rege companhias de capital aberto do país. A argumentação inclui: a) declarações falsas aos acionistas; b) não divulgação do esquema bilionário de corrupção, suborno e lavagem de dinheiro; c) exagero na divulgação do valor de suas propriedades, principalmente por ter inflado seus contratos de construção (superfaturamentos).

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É pela lei anticorrupção de lá.

No Brasil, advogados temem uma enxurrada de ações que podem trazer prejuízos milionários ao "nosso orgulho", vítima de um criminoso esquema de corrupção jamais visto. Deu no que deu a sede e fome de poder em que se constituiu o atual momento político desse país. Petrobras: de orgulho a vergonha. É o Brasil, vítima de corrupção.