Após o anúncio do aumento dos tributos PIS, Cofins e IOF, a gasolina pode ficar até R$ 0,22 mais cara.

Segundo Joaquim Levy, ministro da Fazenda, com o aumento desses tributos e o retorno da Cide, a arrecadação federal deve aumentar em até vinte bilhões e seiscentos milhões de reais em 2015.

A gasolina deve ficar vinte e dois centavos mais cara nas refinarias e o diesel, quinze centavos. Com o aumento do PIS/COFINS para os combustíveis e a volta da Cide (que não era aplicada desde 2011), o combustível chegará para o consumidor até 10% mais cara. Ou seja, é mais uma medida que afetará o bolso da população em 2015. Em reportagem transmitida pelo Jornal Nacional (TV Globo), um dos consumidores disse que com mais essa novidade, a solução é vender o carro e começar a se locomover de bicicleta.

Segundo a Folha de São Paulo, até o preço do etanol pode subir, mesmo que ele tenha sido beneficiado pela medida.

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para operações de crédito ao consumidor teve um aumento de cem por cento (de 1,5% para 3%), o que vai afetar principalmente o financiamento imobiliário.

Na segunda-feira (19), a Caixa anunciou o aumento de juros no financiamento de imóveis com recursos da poupança - Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). As taxas de juros para os financiamentos pelo Programa Minha Casa, Minha Vida e aqueles com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não vão sofrer alteração.

O PIS/Cofins sobre a importação subiu de 9,25% para 11,75%.

O setor de cosméticos também vai sofrer aumento. O governo anunciou que vai equiparar a aplicação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da cadeia de produção até sua distribuição. Até o momento, o tributo era cobrado somente na produção. 

A alteração causou revolta no setor de cosméticos, que é o que mais cresce no Brasil. João Carlos Basílio, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), não sabe ainda informar se a aplicação desse tributo vai afetar o bolso do consumidor.  #Trabalho