Prossegue a turbulência na #Petrobras, empresa afetada por denúncias de estar envolvida com a prática de corrupção e propinas. Desta vez, o fato mais recente é a divulgação balanço do terceiro trimestre de 2013, que gerou confusões, principalmente pelas notícias e opiniões estampadas na mídia.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estaria preocupada com a situação da Petrobras após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2013. A divulgação de um valor referente à baixa gerada por atos ilícitos não contou com o apoio dos ex-ministros Miriam Belchior e Guido Mantega - isso porque sendo um balanço com valores inexatos, ainda não é possível quantificar os prejuízos com a prática de corrupção e propina na estatal.

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E isso jamais terá a aprovação pela Securities and Exchange Commission, reguladora do mercado acionário nos Estados Unidos, ou pela CVM.

A divulgação do balanço gerou algumas confusões. Entre os valores indicados por um método que seria utilizado para tentar calcular prejuízos, um deles foi tomado como indicativo da perda: os R$ 88,6 bi. Embora o balanço deixe claro que este valor é incapaz de definir a perda exata com pagamento de propina e prática de corrupção, o valor foi classificado como um grave indicativo de perda. Um balanço efetuado pelo Ministério Público Federal a respeito da operação Lava Jato, contudo, informa que crimes já denunciados evidenciam um desvio de R$ 2,1 bilhões acontecido na Petrobras. Esses números ainda podem ter seu montante aumentado. Tudo depende de novas denúncias que venham a ser apresentadas à Justiça.

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Esse clima de especulações e de múltiplas opiniões publicadas na mídia nacional gera claros reflexos no valor das ações de Petrobras, que fecharam novamente no vermelho nesta quinta, após terem despencado na véspera. Os papéis ordinários caíram de 1,85%, a R$ 8,47. Os preferenciais recuaram de 3,10%, a R$ 8,75. As ações da empresa chegaram a cair quase 7% pela manhã e conseguiram subir quase 2% à tarde, mas retornaram ao negativo. Na quarta-feira, (28/1), os papéis tiveram uma queda de mais de 11%, isso após o conhecimento público do balanço da estatal. #Negócios