Os sites de compra coletivas surgiram como uma novidade no Brasil a partir de 2009 e viraram febre entre os internautas e consumidores de produtos e serviços. Na época, essa modalidade de comércio já existia fora do Brasil e chegou com toda força por aqui, disparando as vendas e fazendo com que surgissem inúmeros sites especializados nessa novidade local, fazendo com que muitos lucrassem rapidamente.

Porém, com o tempo os números de vendas, antes expressivos e animadores, caíram e muito. Os sites que operavam nesse ramo fecharam ou foram vendidos para os que ainda se mantém em operação. Estima-se que chegaram a operar cerca de 1100 sites que negociavam produtos e serviços de compra coletiva.

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Hoje restam menos da metade deles.

Examinando os números e analisando alguns fatores, podemos imaginar algumas causas para esse cenário.

Um desses motivadores é a completa desorganização por parte dos empresários donos de restaurantes que vendem cupons de descontos. Vivenciei pessoalmente um grave erro de estratégia de um empresário, dono de um restaurante argentino na cidade de São Paulo. Comprei o cupom e, como acontece com grande parte dos clientes, deixei para usar o desconto na última semana de vencimento do mesmo. O que aconteceu foi que não consegui usar o cupom, pois o local estava lotado durante todos os dias da última semana e não estavam aceitando mais reservas. O gerente chegou a prorrogar em uma semana o prazo de vencimento, mas mesmo nessa semana o local estava abarrotado.

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Outro fator que contribui para a queda nas vendas vem da forma de veiculação das ofertas que, geralmente, chegam por e-mail, criando spam diários que cansam os usuários. São enviadas as mesmas ofertas diariamente e causam um cansaço nítido nos consumidores. São poucas as novidades sobre locais e produtos e as ofertas de ontem são enviadas novamente hoje e assim por diante.

Podemos concluir que as ofertas não são sustentáveis no sentido de que os empresários criam as ofertas para divulgar seu comércio. As vendas do lote de ofertas são pouco lucrativas. Ao fim da fase de ofertas, os clientes procuram outros locais que ofereçam outras descontos nos mesmos moldes, ou seja, a clientela fica migrando de locais constantemente e não proporciona aos empresários um público fixo. E o tiro pode sair pela culatra se o local não der conta da demanda de clientes nos dias próximos ao vencimento dos cupons, provendo serviços com menor qualidade do que há nos tempos em que não são oferecidos os descontos, denegrindo assim o nome da casa.

O que parece estar na moda hoje em dia é o famoso black friday, outra forma de impulsionar as vendas que importamos do exterior.

Será que é o fim dos sites de venda coletiva no Brasil? É preciso se reinventar, criar novas formas e canais de vendas. O mercado é muito dinâmico e inovações são vitais para qualquer setor. #Negócios #Mídia