O ano nem bem começou e montadoras já demitiram em massa. A Volkswagen, no ABC paulista, fez um corte de oitocentos funcionários. Essas demissões estavam previstas para fevereiro, porém ocorreram antes do previsto. Segundo a empresa, ainda há um excesso de mil e duzentos funcionários, ou seja, o quadro não é nada positivo.

Outra grande multinacional, a Mercedes- Benz, demitiu duzentos e sessenta funcionários.

O panorama está preocupante. De acordo com pesquisa divulgada hoje (21) pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), 84,4% das empresas alegaram não ter intenção de contratar novos colaboradores nesse primeiro semestre do ano.

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No ano passado, esse índice foi menor, de 76,8%. Em 2014 foram demitidas mais de 128.000 pessoas.

A declaração das empresas com relação a não querer admitir nesses primeiros seis meses do ano deve-se ao fraco desempenho das mesmas no ano passado. O segundo semestre de 2014 foi mais difícil que o de 2013 na opinião de 58,2% das indústrias. Para 19,6%, esse período foi mais lucrativo do que em 2013 e para 21% das indústrias, ambos os períodos foram iguais. O índice de micro empresas que alegaram que o segundo semestre de 2014 foi menos lucrativo foi maior: 60,3%.

No tocante às vendas, o mercado interno apresenta uma expectativa pior do que o mercado externo: 36,8% das indústrias preveem uma grande queda nas vendas para o mercado brasileiro nos primeiros seis meses desse ano. O mercado ficará estável para 35,6% das empresas, e 23,8% acreditam que haverá alguma melhora nesse mesmo período.

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Com relação aos produtos exportados, 30,2% das empresas acham que haverá uma queda nas vendas nos próximos meses. 40,2% das empresas preveem uma estabilização nas vendas ao exterior, enquanto 29,6% das indústrias aguardam uma melhora ou um grande crescimento nessa área.

Resta esperarmos que as empresas mais otimistas estejam certas e que haja uma melhora progressiva desses índices, com admissões no decorrer do período e estabilização do plano governamental. #Desemprego #Crise