Na tentativa de conter a crise no setor de energia elétrica, a solução encontrada pelo governo federal pode ser aumentar ainda mais o valor arrecadado com o sistema de bandeiras tarifárias. Esse novo sistema entrou em vigor no início de janeiro e já deixou a conta de luz mais cara: R$ 3 para cada 100 (kWh) consumidos.

O governo federal ainda não definiu quais são os novos valores das bandeiras, pois ainda é preciso levantar os custos para saber qual a receita necessária. Por enquanto o que se sabe é que as bandeiras aumentarão entre 30% e 40%. Nos próximos dias, a Agência Nacional de Energia Elétrica irá votar esse aumento.

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Como funcionam as bandeiras tarifárias?

Em tese, as bandeiras são um alerta aos consumidores na conta de luz que informa o valor da produção de energia do Brasil. Quando a bandeira está verde, o consumidor não recebe acréscimo na conta. Se estiver amarela é acrescido a conta R$ 1,50 para cada 100 kWh que foram gastos no mês em questão.

Durante o mês de janeiro e fevereiro a bandeira vigente é vermelha, ou seja, o custo para gerar energia está alto e por isso o consumidor paga R$ 3 a mais para cada 100 kWh gastos.

Para onde vai o dinheiro?

Por enquanto, o dinheiro arrecadado com o sistema de bandeiras tarifárias está sendo usado para pagar exclusivamente todo o combustível que é usado pelas distribuidoras nas termelétricas.

Com esse novo reajuste das bandeiras, o governo quer bancar outros custos das termelétricas.

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No ano passado, para pagar as contas foram necessários diversos empréstimos que totalizaram o valor de R$ 17,8 bilhões. Como justificativa para o aumento, o governo usa o fato que se fizer novos empréstimos para arcar com os custos novos juros serão somados a conta que de um jeito ou de outro será pago pelos consumidores.

A estimativa do Tribunal de Contas da União é que os empréstimos feitos no ano passado no valor de R$ 17,8 bilhões custe R$ 26,6 bilhões com os juros contabilizados. Em meio a crise energética esse reajuste nas bandeiras tarifárias pode não ser o único do ano. #Finança