Expressivos aumentos estão previstos para o decorrer deste ano, segundo projeções apresentadas pelo Banco Central. Os preços administrados em 2015, segundo a nova estimativa, indicam um índice de aumento de 9,3%. Anteriormente, esta projeção indicava uma alta de 6%. Já para o ano de 2016, a previsão indicada pelo Banco Central é de uma alta menor, de 5,1%. A estimativa anterior era de 5,2%.

Na ata divulgada nesta quinta-feira (29), pelo Banco Central, a primeira do ano, foi alterada a forma como se costuma elaborar o parágrafo onde são apresentados os preços administrados detalhadamente. Foram inseridas informações explicativas de algumas projeções.

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Gasolina e gás, tendo em vista polêmicas relacionadas com as perspectivas do BC para os combustíveis, haviam sido retirados das projeções. Agora, a autoridade monetária voltou a fazer previsões para a gasolina e o botijão de gás.

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI), no final do mês passado, apresentou a informação de que a alta dos preços administrados deste ano atingiu um índice de 6% para 6,2%, enquanto para 2016 cresceu de 4,9% para 5,2%. Na última segunda-feira (26), o Relatório de Mercado Focus, a mediana das estimativas para esses preços em 2015, foi de 8,20% para 8,70%, e já a previsão para 2016 caiu de 5,90% para 5,80%.

A novidade é que o BC apresenta suas projeções abertas para os itens administrados, pela primeira vez este ano. Conforme o conteúdo da ata, a tarifa de energia elétrica vai ter um reajuste de 27,6% este ano.

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Estas expectativas em 2014, para esse insumo, passaram por seis revisões consecutivas. No setor de telefonia fixa, a diretoria do BC tem uma previsão que indica uma alta de 0,6% em 2015.

Na formação de seu cenário para os preços administrados, o BC informou ter levado em conta a possibilidade de elevação de 8% no preço da gasolina. Já para o botijão de gás a alta prevista é de 3%.

A alta da gasolina, segundo explicou o BC no seu documento, é reflexo de incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e da PIS/COFINS. Com relação à energia, explica o BC, a projeção é devida ao repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, cujos contratos foram firmados em 2014, oriundos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). #Governo