O ano não começou nada bem para os brasileiros. Mesmo com a nova equipe econômica da presidente Dilma Roussef, anunciada há quase dois meses, as previsões para a economia em 2015 não são nada boas.

Além das muitas más notícias anunciadas pelo governo, os economistas têm se mostrado pessimistas quanto ao crescimento do país nos próximos anos. Segundo pesquisas, eles não acreditam que a meta de contas públicas poderá ser atingida esse ano.

Para tentar equilibrar novamente as contas públicas e aumentar a confiança na economia brasileira, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou na segunda-feira (19) o aumento na tributação sobre importados, combustíveis e sobre o crédito.

Inflação

Analistas das instituições financeiras aumentaram a expectativa da inflação para este ano (de 6,47% para 6,67%). Em setembro de 2014, a inflação acumulada nos doze meses anteriores, atingiu 6,75%, ultrapassando os 6,5% (meta do governo para 2014). Este foi o maior valor registrado desde outubro de 2011.

PIB

Segundo uma pesquisa realizada com mais de cem instituições pelo Banco Central, desde que a nova equipe econômica foi anunciada pelo governo, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuou. A previsão caiu de 0,78% (novembro) para 0,38%.

Superávit

A meta anunciada do Produto Interno Bruto (PIB) para 2015 é de 1,2%, ou seja, R$ 66,3 bilhões (sessenta e seis bilhões e trezentos mil reais). O mercado financeiro também não acredita que esta meta será alcançada pelo ministro da Fazenda.

Produção industrial

As previsões são de que a produção industrial continue em queda no Brasil. Em 2014, a atividade fabril do Brasil caiu 0,7% em novembro (comparado com novembro de 2013). De janeiro a novembro do ano passado, a produção caiu em dez estados. A queda, acima da média nacional, ocorreu nos seguintes: Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Amazonas.

Exportação

As previsões de crescimento do comércio exterior também são baixas. De acordo com o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a estimativa é de que a participação do Brasil no comércio mundial caia para 1,15%.

Críticas à política econômica de Dilma

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, condenado no esquema do Mensalão e que cumpre pena no regime semiaberto, fez críticas à política econômica da presidente, em seu blog, na terça-feira (20).

Segundo ele, os aumentos anunciados são consequências da busca pelo superávit de 1,2% do Produto Interno Bruto este ano. Os juros elevados e o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) visam reduzir a demanda e assim refrear o consumo. Estamos a caminho de uma recessão de implicações políticas e sociais.

Aécio Neves, candidato do #PSDB na última eleição presidencial, divulgou um vídeo em seu Facebook, nesta quarta-feira (21), em que acusa Dilma Roussef de ser irresponsável por não admitir durante sua campanha a gravidade da situação econômica brasileira.

O senador enfatizou que o aumento dos tributos vai render aproximadamente 20 bilhões de reais anuais aos cofres públicos. Disse ainda que “falta coragem à presidente da República” para dizer aos brasileiros que as medidas que está tomando são consequências dos equívocos de seu governo anterior. #Dilma Rousseff