De acordo com a PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), entre os meses de janeiro de 2013 e janeiro de 2014, a dívida ativa de pessoas físicas aumentou de 60% para 63%, respectivamente.

De forma prática, representantes do poder público e os analistas da imprensa especialista indicam que acontece tendência de troca do encargo ruim por déficits gerados em consequência de investimentos.

Modalidades como os empréstimos do cheque especial, pré-datados e crédito individual diminuem conforme a análise geral da pesquisa, ao ponto que cresce o endividamento à compra de casa própria.

Douglas Uemura, economista da LCA Consultores, em entrevista ao jornal Valor Econômico, indica que consumidores físicos realizam a troca da dívida de consumo por dívida de investimentos - que gera lucro no médio ou longo prazo.

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Entretanto, embora os números sejam positivos no que tange à qualidade na forma de consumir, não se pode ignorar o fato de que cartões de crédito ainda permanecem em uso, de maneira ampla, por parte dos consumidores.

Quase 75% dos brasileiros ativos na economia usaram cartão de crédito em janeiro de 2014, conforme a pesquisa PEIC (conheça dicas para se livrar das dívidas do cartão de crédito aqui).

Dívida e Crédito

De modo prático, os números indicam que a compra da casa própria e a aquisição do veículo zero quilômetro crescem no endividamento da população brasileira.

Nos meses de janeiro dos anos de 2013 e 2014 aconteceu aumento de 5% para 7% entre mutuários que solicitaram crédito imobiliário.

No público que solicitou empréstimo para comprar carros houve crescimento de 12% a 13,5%, aproximadamente.

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Concluindo, os financiamentos do cheque especial estão em declínio, fato que se observa de forma positiva ao considerar a troca por dívidas de investimentos.

Ao trocar as dívidas do cheque especial por crédito à compra da casa própria, os consumidores brasileiros valorizam o próprio dinheiro, afinal, no longo prazo, as chances de valorização do imóvel são grandes.

Por outro lado, quem solicita empréstimos para comprar veículos corre um grande risco. Ao contrário do mercado imobiliário, carros começam a desvalorizar a partir do momento que saem das lojas. #Crise #Finança