Nesta terça-feira chegou a 11 o número de estados com estradas bloqueadas pelo protesto de caminhoneiros. A paralisação vai do Norte ao Sul do país, os locais afetados são BA, PA, CE, RS, PR, MT, MS, GO, MG, SP e SC - onde começou a manifestação. Em Santa Catarina, os caminhoneiros chegaram a interromper 32 trechos, sendo que em 8 deles o bloqueio foi total. Segundo as polícias Rodoviária Federal (PRF) e Militar Rodoviária do estado, apenas carros de passeio, ambulâncias, caminhão com carga perecível e ônibus passam por pontos onde há manifestação.

Apesar de não existir um sindicato ou uma liderança unificada, o movimento que começou na semana passada, ganhou força e se espalhou pelo país rapidamente e não tem previsão para terminar.

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As principais queixas são o aumento do preço do combustível e o valor dos tributos sobre o transporte e pedágios, além da alta inflação, que aliada ao aumento dos impostos no diesel resulta na diminuição dos fretes.

As consequências não demoraram a aparecer, produtores rurais, indústrias e postos de #Gasolina já sentem os prejuízos. O bloqueio das rodovias causa o desabastecimento em muitos setores, no Oeste de Santa Catarina - um dos estados mais atingidos pela manifestação, 90% dos postos estão sem combustível e alguns supermercados já relatam a falta de produtos, o que causa um problema direto à população e não só aos grandes transportadores. Para a Confederação Nacional dos Transportes Autônomos (CNTA), a categoria não escapou dos problemas deste início de ano e passa por complicações devido a atual situação econômica do país, e informou que já foi solicitada uma reunião com o governo para discutir as reivindicações.

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Enquanto essa reunião não é agendada, o governo começa a tomar providências pontuais. A primeira liberação de pista em Santa Catarina foi realizada na tarde desta terça-feira comandada pela PRF e oficiais da tropa de choque. Todos os condutores que interditavam a BR282, no km 504,4 em Xanxerê foram deslocados para o acostamento. Segundo o Inspetor Ivo Silveira, nesse caso, a intervenção da PRF foi feita à força, mas sem confronto. O inspetor também destacou que cada caso vai ser analisado individualmente e que vai utilizar gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes, se for preciso. As ações de liberação vão continuar ao longo da semana.