Economia fraca, arrocho no crédito, câmbio e muita inflação estão entre as principais reclamações de algumas grandes multinacionais com relação ao nosso país, segundo um levantamento feito pela Folha, no qual 85 empresas estrangeiras citaram o Brasil.

Dessas 85 empresas, 19 ainda veem oportunidades boas, 12 não estão sentindo impacto nas negociações e 54 estão preocupadas e reclamaram da atual situação econômica do país

Para as empresas, a alta do dólar vem prejudicando a conversão dos lucros - obtidos em reais, além de causar aumentos de custos. Segundo o vice-presidente da GM, Chuck Stevens, têm-se acompanhando o que vem acontecendo com o real e não se tem avistado uma forma de como recompor isso sem que haja aumento de preços.

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Além da GM, ouras empresas do setor automotivo estão entre as que registraram reclamações: a Volvo, Ford, Scania e a Daimler, que é a dona da marca Mercedes. Para todas elas a conversão da moeda e a baixa demanda são os principais obstáculos para um bom desenvolvimento e desempenho neste ano. E essa perspectiva de um ano ruim, é ainda mais forte entre as fabricantes de caminhões, que preocupam-se com o volume baixo de recursos do programa que facilita a compra de caminhões, o PSI, bem como com a alta dos juros nessas operações. De acordo com o chefe da divisão de caminhões e ônibus da Daimler, Wolfang Bernhard, estima-se que o desempenho da unidade tenha uma queda de 10% neste ano - registrando que já acumula uma queda de treze pontos percentuais de 2014.

Aperto no crédito

O mercado de consumo sente fortemente o impacto do aperto no crédito.

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A Whirlpool, dona da Brastemp, apontou incertezas por parte dos consumidores, considerando as recentes medidas econômicas.

Um outro segmento que também sente os efeitos é o de fabricantes de sementes e defensivos agrícolas - segundo salienta John Ramsay, diretor da Syngenta, ao afirmar que o apoio do governo à agricultura nos últimos anos, através  de oferta de crédito, tem diminuído.

A Electrolux, através de seu presidente, Keith McLoughlin: "A demanda por eletrodomésticos no Brasil continua desafiadora e apresentou uma queda no quarto trimestre."

 A crise na Petrobras

O efeito Petrobras e seus desdobramentos, têm perturbado os fornecedores de equipamentos para a indústria de óleo e gás.  Três delas se pronunciaram, a National Oiwell Varco informou atrasos no pagamento de alguns estaleiros, a Schlumberger citou os cortes de investimentos da estatal e a Bristow Group mostrou-se otimista, mesmo que a longo prazo, apostando que os problemas serão resolvidos e que a estatal voltará com seus investimentos. #Negócios #Finança