A partir de segunda-feira (2), a conta de luz dos brasileiros ficará, em média, 23,4% mais cara. Nessa data, passará a vigorar a revisão extraordinária aprovada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que autorizou o reajuste da tarifa de 58 das 63 distribuidoras de energia elétrica do Brasil.


Para quem mora nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país o aumento será ainda maior: será de, em média, 28,7%. Já os moradores das regiões Norte e Nordeste terão um aumento de 5,5%, em média, 4,5 vezes menor que o aplicado das primeiras três regiões citadas. O maior reajuste será para os moradores de quase 120 cidades gaúchas que são atendidas pela AES Sul, onde o reajuste será de quase 40%.


Uma das principais justificativas para estes reajustes é o aumento de mais de 45% no preço na energia da hidrelétrica de Itaipu. Para a Agência Nacional de Energia Elétrica, este acréscimo se deve, principalmente, ao "cenário hidrológico adverso de 2014"; em função da falta de chuva, Itaipu produziu menos energia no ano passado. Outra razão para o aumento seria a necessidade de subsídios para o "Luz para Todos"; em 2015, os custos do programa deverão ser pagos integralmente pelo consumidor.


O diretor-geral da Aneel salientou que durante o ano ainda acontecerão os reajustes tarifários normais das empresas, cada um tendo sua data específica.


Outra novidade que poderá pesar no bolso dos cidadãos é a elevação da cobrança do que está sendo chamado de "bandeiras tarifárias", sistema que classifica por meio de cores o aumento dos custos de geração da energia elétrica. Assim, por exemplo, em caso de bandeira vermelha, que representa valores maiores, o custo para cada 100 Kwh sobe R$ 2,50. Tiago Correa, diretor da agência, diz que essa medida já está contribuindo para a conscientização e redução do consumo de energia elétrica.


A presidente Dilma Rouseff recomendou que o brasileiro adote política de "desperdício" zero de energia elétrica e que faça uso racional desse recurso. Segundo ela, o reajuste se justifica tendo em vista a crise elétrica enfrentada pelo Brasil.