Foi enviada uma nova proposta de correção da tabela do Imposto de Renda de pessoa Física para o Congresso, mas segundo anunciado hoje (20) pela presidente Dilma Rousseff, o reajuste acima de 4,5% será vetado por ela. Dilma Rousseff reitera que correção superior a 4,5% não cabe no atual orçamento do governo, uma vez que irá representar perdas de arrecadação. Contudo, o texto pode ser barrado por parlamentares.

A nova proposta é uma tentativa de Dilma de evitar que a proposta de correção da tabela do IR de 6,5%, aprovada em 2014 pelo Congresso, e vetada por ela, seja novamente levantada. Os congressistas que votaram na aprovação da correção superior a 6% defendem que, com a nova proposta de Dilma de 4,5%, o valor da inflação estipulada em 2014 não vai compensar a alta dos preços.

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Dilma ressaltou que eventuais modificações efetuadas pelo Congresso e que, sejam consideradas fora do orçamento, serão vetadas, e segundo ela, são medidas necessárias, pois não existem recursos para serem cumpridos.

Ano passado o Congresso votou e aprovou uma correção de 6,5%, maior do que a proposta de Dilma, de 4,5%, contudo, a presidente vetou a medida, que tinha também o valor mais compatível com o cálculo da inflação de 2014. A justificativa para a medida ser vetada foi que, se fosse aceita a proposta aprovada pelo Congresso, um renúncia fiscal de R$ 7 bilhões aconteceria.

Com o veto da proposta de 6,5%, o governo enviou uma nova proposta, estabelecida em 4,5% referente a correção da tabela do Imposto de Renda, que não bate a meta oficial de inflação estipulada desde 2010.

A correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda foi uma promessa feita durante a campanha de Dilma à presidência da República, contudo, com a derrocada das contas do Executivo, muitas coisas tiveram que ser reconsideradas, e uma delas, a aplicação de tal promessa.

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A próxima semana o governo tentará buscar argumentos que solidifique a aprovação da proposta enviada, relutando que um aumento maior que 4,5% fragilizaria o ajuste fiscal realizado pelo governo até então, além de todo o esforço de reduzir os gastos públicos.

Caso Dilma tivesse aprovado a correção da tabela do Imposto de Renda para pessoa Física em 6,5%%, pessoas que ganham até 1.903,98 ficariam isentas da tributação, o que significaria um aumento de pessoas que ficariam sem pagar o imposto. Atualmente, está valendo o teto de isenção de R$ 1.787,77. #Negócios #Finança