Os proprietários dos mais de 86 milhões de veículos registrados no Brasil (dados DENATRAN/DEZ/2014) foram pegos de surpresa no dia 1º de fevereiro deste ano. O governo federal anunciou aumento de R$0,22 no litro de #Gasolina para todo o país, deixando todos de cabelo em pé e calculadora na mão. E as previsões não são nada animadoras: de acordo com economistas, o preço da gasolina nas bombas não deve baixar mais.

Se já era difícil abastecer, agora ficará mais complicado. Nem a famosa caçada aos postos mais baratos será viável, pois até mesmo os revendedores foram surpreendidos com o aumento. A medida impopular, segundo o governo federal, deve atender à redução de custos, uma vez que a Petrobrás, maior estatal brasileira, estava subsidiando o preço do combustível desde o primeiro governo Lula, em 2002, deixando o valor do litro mais barato que o negociado no mercado internacional. Se a parte dos impostos já encarecia o preço final, agora todos reclamam com este aumento. Na primeira semana após o reajuste, alguns donos de postos repassaram mais do que deviam, resultando em denúncias junto ao Procon dos municípios. Em Joinville (SC), por exemplo, 56 postos foram notificados e em 30 dias devem apresentar explicações por praticar valor considerado abusivo.

Há quem acredite que este aumento vem atender uma necessidade do momento. No entanto para alguns economistas esta medida é irreversível. "Não há tendência de queda no valor porque a Petrobrás bancou a diferença de preço internacional durante os últimos anos. Agora as contas da estatal precisam ficar no azul e isto certamente irá refletir nas bombas dos postos de forma permanente", avalia Jani Floriano, economista e professora da Universidade da Região de Joinville. Somado a isto, está o fato social e político envolvendo a Petrobrás. De acordo com ela, o cenário de desconfiança dos investidores faz com que as ações da empresa não sejam tão valorizadas. Assim como os donos dos postos de combustível, a cadeia produtiva nacional que depende do petróleo, como a indústria do plástico e outros derivados, acabam aproveitando a situação para inflar os preços. "Por isso a boa e velha pesquisa é sempre bem-vinda, evitando os abusos", considera.

Uma esperança para os motoristas é o mês de abril, época onde ocorre a safra da cana, a base do etanol. Assim a produção em alta daria fôlego ao bolso desgastado do brasileiro, desde que fosse proprietário de um veículo flex ou movido apenas a álcool. Outra alternativa é a conversão do veículo a gás natural. A diferença em comparação à gasolina pode chegar a R$0,50 o metro cúbico, representando até 60% de economia. No entanto o custo desta conversão pode chegar a R$6 mil, caso o sistema chamado "geração 5", considerado mais seguro, seja instalado. Segundo especialistas, a mudança só passaria a valer a pena caso o motorista rodasse mais de 100km por dia.

Neste caso, taxistas e caminhoneiros estariam em vantagem com relação aqueles que usam seu carro para apenas ir e voltar do trabalho.

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