Diante da atual situação econômica que o país esta vivendo, uma nova medida foi anunciada hoje (25), pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e que surpreendeu muitos brasileiros. A nova medida é direcionada aos 513 deputados, se estendendo as mulheres e maridos dos parlamentares, na qual, um reajuste de verbas parlamentares e pagamentos de passagens passam a vigorar a partir do dia primeiro de abril.

O reajuste irá gerar um impacto anual de R$ 150,3 milhões, que segundo Eduardo, será oriundo de outras despesas que serão cortadas do orçamento da Casa, o que significaria apenas uma troca de gastos.

A decisão foi feita na tarde de hoje (25), pela Mesa Diretora da Casa, a distribuição dos aumentos ficou representada em 18% na verba de gabinete, 8% na verba que custeia o mandato de parlamentares e de 11,92% de auxílio moradia.

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O novo aumento de verbas é decorrente de promessas realizadas durante as campanhas para presidência da Câmara, e geralmente é efetuada no início de cada mandato da Mesa Diretora.

S reajustes também foram estendidos às mulheres e esposos de parlamentares, que deverão estar dentro da cota de custeio estabelecida pela Mesa Diretora. Contudo, o pagamento das passagens será apenas do estado de origem do deputado até Brasília, sem outras rotas adicionais, segundo anunciado por Cunha.

Eduardo, em entrevista, foi questionada sobre uma postura negativa da sociedade quanto a essa nova proposta de passagens aéreas, e o presidente enfatizou que não teme essa nova adoção de medidas corporativas e dos aumentos de gastos estabelecidos para com os 513 deputados e seus cônjuges.

Para o presidente da Câmara, a medida não é corporativista, e sim uma contrapartida com outras atividades que terão seus gastos contidos.

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Segundo Cunha, todas as verbas foram devidamente corrigidas pelo IPCA, e que todos os cortes de gastos serão proporcionais ao reajuste proporcionado aos 513. Entre um dos exemplos citados por Cunha, contratos de prestação de informáticas serão cortados, e que as passagens a conjugues não terão uma verba especial, e sim, farão parte da própria cota do deputado.

O maior impacto em relação a nova medida está no reajuste dos chamados secretários de gabinete, funcionários contratados pelos próprios parlamentares. Cada deputado pode contratar cerca de 25 secretários de gabinetes, onde o salário pode variar de R$845,00, a uma remuneração máxima de R$ 12.940,00. O impacto anual de verba para cada deputado é de R$ 78 mil, com o novo reajuste passará para R$ 92 mil.

A nova medida também trás um aumento de 8% na verba de custeio de mandato, o chamado Cotão. Este varia de acordo com o estado de origem do deputado, variando de R$ 44,9 mil, para quem é de Roraima até R$ 30,2 mil, para originários do Distrito Federal.

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Contudo, o pacotão da bondade dado aos parlamentares não é apenas a passagens aéreas, também cobrirá telefones, correios, segurança, consultorias, aluguel de escritórios, aluguel de escritórios políticos, entre tantos outros, para os 513 deputados em exercício.