Desde a última terça-feira (3), ouviam-se rumores de que a atual presidente da #Petrobras, Maria das Graças Foster, renunciaria ao seu cargo. Na quarta-feira (4), a estatal fez um anúncio oficial que informou a saída, não apenas da presidente mas também de outro 5 diretores, cujos nomes não foram divulgados.

Na sexta-feira (6), acontecerá uma reunião do Conselho de Administração, na qual serão decididos os nomes dos próximos ocupantes dos cargos liberados, segundo o site G1.

Há alguns meses o nome de Graça Foster tem sido associado ao escândalo do esquema de corrupção conhecido como Lava Jato. Desde então, a ex-presidente da estatal tem enfrentado dificuldades para manter a gestão da empresa com tantos contratos de obras fraudados, além da pressão direta do mercado para sua saída da Petrobras. 

Alguns nomes foram cotados para substituírem os cargos renunciados. Em coluna para o site G1, Thaís Herédia afirma que existem 2 nomes para assumirem o cargo de presidente da Petrobras, são eles: Roger Agnelli, que durante 10 anos comandou a Vale, e Rodolfo Ladim, que já colaborou com a Eletrobras e com a BR Distribuidora.

Com os rumores da saída da executiva, as ações da Petrobras dispararam na terça-feira (3) e fecharam em alta, passando de 15% na Bovespa. E na quarta-feira (4), as ações continuaram a subir, após o pronunciamento oficial da estatal.

Histórico

Graça Foster é presidente da Petrobras desde fevereiro de 2012, quando substituiu José Sergio Gabrielli, que esteve no cargo durante 7 anos.

Sua carreira na estatal iniciou em 1978, ano em que ganhou o reconhecimento mundial, por ser a primeira mulher a comandar uma empresa grande de petróleo. Uma revista norte-americana a colocou em 4º lugar no ranking mundial de executivas mais poderosas do mundo.

Graça chegou à presidência em 2012, suprindo o desejo de tornar a gestão menos política. Os problemas de resultados negativos não começaram na presidência de Foster, já vieram do governo anterior. Mesmo que seu nome não tenha sido diretamente acusado nos escândalos da estatal por questões políticas, ela acabou perdendo seu cargo na Petrobras.