A explosão na plataforma de exploração da #Petrobras em Vitória (ES), ocorrida no início da tarde desta quarta-feira, dia 11, foi o 3º maior acidente desse gênero na estatal. Os outros 2 maiores desastres ocorreram na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, nos anos de 1984 e 2001, deixando mais de 40 mortos no total.

Na quarta-feira, havia 74 pessoas a bordo, mas não foi confirmado se todas as pessoas embarcadas trabalhavam na petroleira, até agora são 5 mortos, 10 feridos e 4 desaparecidos. Entre os feridos, 8 estão internados no mesmo hospital particular na Grande Vitória, 5 são brasileiros e 3 estrangeiros, os outros 2 feridos estão em outro hospital e não há informações sobre eles.

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A Petrobras não autorizou a divulgação dos nomes dos pacientes até o momento.

Os 63 funcionários que não se feriram no acidente foram resgatados e estão hospedados em um hotel em Vitória, na orla de Camburi. Antes disso, todos eles passaram por uma triagem médica no Terminal Portuário de Vila Velha e os que estavam com pequenos ferimentos ou outros problemas foram encaminhados a hospitais da região. Dezenas de familiares foram ao porto e ao hotel a espera de informações sobre o ocorrido, já que no começo da tarde as notícias ainda eram muito vagas.

Horas depois do acidente uma equipe de bombeiros foi levada ao local para iniciar as buscas aos desaparecidos dentro da embarcação, já que a suspeita da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) é que as vítimas estejam presas em algumas das salas não atingidas e que não estejam conseguindo fazer comunicação externa.

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A maior dificuldade do grupo de resgate tem sido a falta de iluminação no navio.

O navio-plataforma FPSO, adaptado para funcionar como plataforma de produção, armazenamento e transferência de gás ou petróleo para outras embarcações, foi o primeiro para gás instalado no país e é operado pela empresa norueguesa BW Offshore. Essa unidade opera há mais de 6 anos no litoral do Espírito Santo e corresponde a menos de 3% da produção total de gás da Petrobras. A Capitania dos Portos do Espírito Santo (CPES) irá abrir um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) com prazo de 90 dias para conclusão para apurar as causas e os responsáveis pelo acidente.