Resultado negativo foi obtido pelo #Governo brasileiro através do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social no mês de janeiro de 2015.

Os números registrados mostram um superávit primário no valor total de 10,405 bilhões de reais no mês de janeiro. Desde 2009 não acontecia um resultado como este. Número que deve-se principalmente à queda acontecida na arrecadação, apenas em parte amenizada devido à receita expressiva oriunda da exploração de petróleo e gás.

O Tesouro Nacional divulgou nesta quinta-feira (26), que neste período o Tesouro registrou superávit de 16,197 bilhões de reais, a Previdência Social registrou um saldo negativo de 5,652 bilhões, e por sua vez o Banco Central teve um déficit de 140,5 milhões.

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Estes números são os piores desde janeiro de 2009. Naquele mês a crise internacional atingia seu ponto máximo. Naquela ocasião, aconteceu um superávit de 3,978 bilhões.

A receita líquida alcançada pelo governo no mês passado ficou em 102,936 bilhões, registrando-se alta de 3,9 % em comparação com dezembro. Este resultado foi beneficiado pelo ingresso de 4,726 bilhões em royalties de petróleo e gás. Ainda foram recebidos 4,237 bilhões provenientes de valores diretamente arrecadados.

Este montante só não foi melhor pelo fato de que no mês passado, os tributos federais tiveram uma queda de 5,44 por cento em sua arrecadação.

As despesas atingiram um montante de 92,530 bilhões, acontecendo uma diminuição de 5,6 % em comparação com dezembro, forçada pela queda de 13,1% nas despesas com pessoal.

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Durante o ano de 2014, o setor público nacional atingiu um déficit primário de 32,536 bilhões. Este valor é registrado pela 1ª vez em mais de 10 anos. Diante destes dados, crescem as expectativas desfavoráveis sobre a política macroeconômica do país.

A equipe econômica do governo, em busca de uma reversão desses dados, estabeleceu como patamar de superávit primário, no ano de 2015, uma cota equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Para tanto, está sendo colocado em prática um grande programa de acertos das contas públicas.