Em reunião que durou cerca de três horas terça-feira (03) no Palácio do Planalto, foi decidido pelo governo a saída de Graça Foster e o restante da diretoria da #Petrobras. A reunião foi convocada pela presidente Dilma Roussef, tendo servido para selar o destino de Foster no cargo de dirigente da Petrobras.

Ainda neste encontro, a presidente Dilma incumbiu Graça Foster a definir o número total do prejuízo resultante do caso de corrupção dentro da estatal.

A reunião no Palácio do Planalto foi concluída por volta das 17h20. Ao sair do encontro, a presidente da Petrobras falou apenas que "a reunião foi boa como sempre".

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Perguntada se estava deixando a direção da estatal, Graça calou-se e apenas sorriu.

Dilma Roussef teria definido a saída de Foster e toda sua diretoria pelo fato de ter sido divulgado na semana passada a informação de que a Petrobras iria diminuir seus ativos em R$ 88 bilhões, de acordo com o teor do balanço do terceiro trimestre.

Outra causa para a definição da saída é a intensa pressão emocional que Graça Foster, amiga pessoal de Dilma, vem enfrentando nos últimos dias. A situação na empresa, com assédio diário da imprensa e atenção da população, tornou o cargo de presidente uma missão espinhosa para qualquer um. E a presidente Dilma quer poupar Graça desta constante turbulência.

A atenção se volta agora para a escolha do futuro nome para substituir Graça. O único nome cogitado na capital federal é de Henrique Meirelles, o ex-presidente do Banco Central.

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Um perfil extenso

A presidente da Petrobras Maria das Graças Silva Foster (mineira, nascida em Caratinga, em 1953), citada como como Graça Foster, tem com formação acadêmica a Engenheira Química. Dentro da Petrobas, onde é executiva de carreira, foi diretora de Gás e Energia.

Em fevereiro de 2012 assumiu o cargo de presidente da companhia. Graça Foster teve altos e baixos na função, mas chegou a ser citada pela revista Fortune, em ranking das mais poderosas executivas de todo o mundo, como a quarta colocada.