A Polícia Federal fechou o cerco contra qualquer investida de Eike Batista em esconder seus bens. Na manhã desta quinta-feira (12), a Polícia Federal apreendeu três veículos na casa de Luma de Oliveira, ex-mulher do empresário. Os automóveis eram dois Toyotas e uma BMW.

A ação ocorreu por volta das 6 horas da manhã, logo em seguida, por volta de uma hora depois de iniciada a operação, Eike Batista chegou à residência. Quatro equipes da PF foram responsáveis pela apreensão dos automóveis.

Eike Batista responde por diversos crimes, contudo, no caso desta busca e apreensão na casa de Luma de Oliveira, as justificativas dos crimes deu-se contra o mercado de capitais, cujo mandato foi expedido pelo juiz federal Flávio Roberto de Souza, responsável pela ação penal contra o empresário.

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Desde sexta-feira, Eike Batista já teve três mandados expedidos de busca e apreensão. Ontem (11), a Polícia Federal também apreendeu em Angra dos Reis um iate e Jet ski que pertenciam ao empresário. Na semana passada uma busca na residência de Eike também foi feita, onde foram apreendidos relógios, obras de arte, além de seis imóveis, todos localizados no Rio de Janeiro.

Semana passada a Justiça decretou o bloqueio de R$ 3 bilhões em bens de Eike Batista, a decisão se estendeu a seus dois filhos, Thor e Olin, além da sua ex-mulher Luma de Oliveira e sua atual esposa, Flávia. Segundo informações, o valor estaria sendo guardado para possíveis despesas com multas e indenizações que o empresário possa ter, caso seja condenado.

As ações da polícia federal são extensões da denúncia do Ministério Público Federal contra o empresário, em setembro de 2014, tanto os bloqueios como os mandados.

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Eike Batista responde uma ação penal pelo crime de manipulação e negociação de ações com informações privilegiadas, conhecida como “Insider trading”, estes crimes também eram aplicados pelo empresário na venda das ações da OGX.

Em 2013 o ele havia vendido ações da OGX, contudo, a venda antecedeu informações que foram divulgadas e que desfavoreciam a companhia. Segundo informações, Eike já tinha todo o conhecimento desde 2012, ao qual fazia uso privilegiado de informações para manipular o mercado.

Para o juiz federal Souza, Eike esta diluindo seu patrimônio entre seus filhos e funcionários, sendo um truque do empresário, através de vendas e transferências, assegurando uma parte do seu patrimônio.

Cerca de R$ 204 milhões foram doados aos dois filhos, ex-mulher e atual esposa, além destes, dois funcionários do Grupo X também foram beneficiados. Mais oito imóveis foram doados pelo empresário a seus filhos, num valor declarado de R$ 20 milhões.

Advogados de Eike Batista entraram com um pedido de afastamento do juiz federal Flávio Roberto de Souza, alegando parcialidade.

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O pedido foi apresentado ao Tribunal Regional Federal por um instrumento chamado “Exceção de suspeição”, processo que começou a ser julgado nesta quarta-feira (11). Contudo, por pedido de um dos quatro desembargadores que julgam o pedido, o julgamento foi interrompido e adiado para o dia 25 de fevereiro.

Para o Juiz, as acusações são falsas e é só uma manobra de ganhar tempo. #Negócios #Famosos #Corrupção