Keppel Fels e Jurong são duas multinacionais que entraram na lista de investigação da nova fase da Operação Lava Jato. Intitulada como fase "My Way", a operação já levantou informações detalhadas e revelou que as duas multinacionais pagavam propina aos diretores da #Petrobras e para o Partido dos Trabalhadores (PT). Todo o esquema era intermediado pelo tesoureiro João Vaccari Neto.

O documento de delação premiada foi relatado pelo ex-diretor da Sete Brasil, Pedro Barusco, que revela que o PT esta por trás de muita coisa ilegal. As multinacionais também pagavam propina a diretores da então empresa de fretamento de sondas flutuantes que armazenavam, perfuravam e descarregavam petróleo.

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A operação realizada em alto mar rendia para a Vaccari, que se beneficiava em nome do PT com cerca de dois terços da propina paga a cada um dos estaleiros que levava o contrato para realizar a construção da sonda. 

Além da holandesa SBM, multinacionais asiáticas passam a integrar o grupo de fornecedores no escândalo de #Corrupção da Petrobras. Em fevereiro, a estatal dará inicio a uma grande licitação, primeiro processo desde o início da Operação Lava Jato. Na licitação, a Petrobras irá comprar módulos de compressão para seis navios-plataformas.

O serviço de compressão vinha sendo realizado pela lesa, que rompeu contrato em dezembro de 2014. A empresa que prestava serviço também é investigada na Operação Lava Jato. A realização do contrato da prestação deste serviço beneficiou apenas empresas estrangeiras, não sendo convidada nenhuma empresa brasileira.

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Barusco, um dos delatores, confirmou que a Petrobras, no esquema de cobrança de propina, realizava um esquema endêmico e institucionalizado diante do benefício a multinacionais estrangeiras, não apenas a um grupo de empreiteiras brasileiras.

No documento apresentado por Barusco, além dele próprio receber propina, outros envolvidos também se beneficiavam com os pagamentos, como Renato Duque, ex-diretor de serviços, abocanhando cerca de 4,35 milhões de dólares da Keppel Fels e da Jurong, Roberto Mendonça, o gerente de Engenharia, levando 1,73 milhões de dólares. Os valores eram depositados em contas de empresas de offshore criadas especialmente para o repasse do dinheiro nos bancos suíços Cramer e Delta.

Já para a Sete Brasil, quem se beneficiava era o presidente João Carlos de Medeiros Ferraz, além do diretor Eduardo Musa, que recebeu 1,48 milhão de dólares. O própria Barusco afirma que o montante recebido chegou a 2,71 milhões de dólares referentes às duas empresas.

Para Vaccari, o tesoureiro da Petrobras, alguns milhões foram destinados.

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Conhecido como "mochileiro", já que sempre andava com uma mochila nas costas, o tesoureiro recebeu cerca de 4,53 milhões de dólares das empresas Keppel Fels e da Jurong, que foram referidas de plataformas de offshore, sugestivamente nomeada de "Drenos".

Camargo Correa e Queiroz Galvão também são apontadas por Barusco como empresas que se beneficiam pagando propina a Vaccari, já que ambas eram controladoras do Estaleiro Atlântico Sul, e também investigadas na Operação Lava Jato