Segundo declarado pelo jornal americano New York Times, os escândalos da #Petrobras podem causar uma recessão no Brasil. A estatal é controlada pelo governo, e os crescentes escândalos políticos de acusações acerca de corrupções começam a ameaçar outras empresas brasileiras. O abalo que o país pode sofrer com a crise da estatal é, sem dúvida, algo preocupante. A Petrobras produz mais de 90% do petróleo brasileiro e isso dá a ela 34 mil km de oleodutos para operação. Além de ser dona de todas as refinarias brasileiras, domina a grande maioria de postos de gasolina e a distribuição de diesel e gasolina.

Falar em crescimento no país em meio à crise da Petrobras é tirar o Brasil de uma economia letárgica e o colocar numa economia estagnada.

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Isso por que a Petrobras representa um décimo da produção econômica nacional, realizando operações terceirizadas e próprias, agregando ao país movimentação de capital.

Contudo, desde que a Operação Lava Jato foi iniciada pela Polícia Federal , a estatal vem suspendendo o pagamento de muitos projetos, o que acaba gerando a inadimplência em diversas empresas. Na operação, contratos superfaturados ganham destaque, fornecedores e prestadores de serviços da então Petrobras subornam executivos e levam milhões em baixo dos panos. Grandes empresas petroquímicas e de engenharia também saíram prejudicadas, sendo proibidas pela Petrobras de estabelecerem novos contratos.

Para o ano de 2015, já se prevê uma eliminação de 0,75 % do crescimento da economia brasileira, fato decorrente da queda nos gastos da estatal.

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Isso seria suficiente para empurrar o país a uma recessão econômica, frente a todas as crises que vem ocorrendo desde que o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff foi iniciado.

Os mercados de capitais do Brasil também estão ameaçados, uma vez que a empresa responsável pela divulgação dos balanços trimestrais da Petrobras, Pricewaterhouse Coopers, se recusou a assinar tais documentos. Isso pelo fato dos valores apresentados serem incertos devido aos problemas de #Corrupção. Sem os balanços em mãos, a estatal, com uma dívida líquida de U$ 110 bilhões, se vê de mãos atadas, uma vez que a bloqueia em recorrer aos mercados globais para solucionar suas obrigações.

A Petrobras sempre foi vista como uma das melhores empresas para investimento, e as obrigações da estatal sempre serviram como um exemplo a ser seguido por todas as empresas nacionais. Com os problemas de corrupção, e sem a empresa de auditoria assinar os balanços, toda a credibilidade cai pelo ralo, fazendo com que empresas brasileiras evitem o mercado de obrigações estimuladas por essa péssima referência que a estatal passou a ser.

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Segundo divulgado pela Dialogic, nenhuma emissão de títulos de dívidas foi feita por empresas brasileiras desde que a Petrobras deixou de apresentar os resultados trimestrais assinados pela empresa de auditoria. Cerca de US$ 37 bilhões em obrigações globais foram vendidas em 2014 por empresas locais e, desde novembro, mais nada foi emitido.

Uma cobrança de cerca de R$ 1,2 bilhão já foi requerida pela empresa Alumini, contratada da Petrobras. A alegação é para que a estatal efetue o pagamento da dívida; o pedido foi feito por meio de recuperação judicial sob proteção do tribunal.

Com a crise da Petrobras, muitas empresas do setor fecharão suas portas. O prazo final para que a estatal apresente o balanço patrimonial assinado pela empresa de auditoria é até junho. Com isso, formas de alocar os valores que serão descontados de seus ativos decorrentes da corrupção devem ser cuidadosamente analisadas. Cerca de US$ 54,5 bilhões em obrigações estão em jogo, e se até junho a empresa não cumprir, credores podem exigir o pagamento imediato deste valor.

Talvez falência seja improvável a Petrobras, pois existe um jogo político forte por trás da estatal, e a empresa é muito importante para o Brasil. Por isso, antes que qualquer coisa aconteça, o governo trataria de interceder por bancos locais para que fosse feito o financiamento necessário para cobrir as obrigações.