A manhã desta segunda-feira (23) deu prosseguimento ao protesto de caminhoneiros, que vem atingindo todo o país contra o aumento dos combustíveis, mais especificamente, do óleo diesel, além dos impostos do setor e de más condições das estradas do país. Eles mantêm o bloqueio parcial em três trechos da BR-381, a Fernão Dias. Hoje também houve protestos no Rio Grande do Sul.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trânsito foi parcialmente obstruído em Igarapé, na região metropolitana da capital, Belo Horizonte; além das cidades de Oliveira e Perdões, centro-oeste mineiro, nos dois sentidos da rodovia.

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Nem precisa dizer que, nesses pontos, o trânsito segue lentamente para quem vai pela faixa da esquerda.

A interdição parcial na BR-381 começou às 5 horas desse domingo e se estendeu ao longo do dia. A PRF informou que negocia com os caminhoneiros a liberação da rodovia, mas, por enquanto, não há previsão para o fim do protesto.

Conforme a concessionária da Fernão Dias, por volta das 7h30, a situação estava pior em Igarapé, no trecho que vai do Km 496 ao Km 522. Em direção a São Paulo, a extensa fila de caminhões e carretas estacionados passava dos 17 quilômetros.

A paralisação já atingia nove quilômetros no sentido Belo Horizonte. Em Oliveira, do Km 616 ao Km 622, o congestionamento chegava a cinco quilômetros em direção à capital mineira, com mais um quilômetro no lado sul. Em Perdões, a fila de veículos alcançava três quilômetros nos dois sentidos.

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A PRF disse também que a manifestação começa a afetar o acesso à BR-262, na altura de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte.

Protesto

Os caminhoneiros protestam contra o aumento do valor do óleo diesel e exigem o aumento do preço do frete. Eles querem também a revisão da Lei 12.619, que diz, entre outras coisas, que o motorista precisa descansar por um período de 11 horas num prazo de 24 horas, parando por uma hora para refeição. A medida foi aprovada no Congresso e aguarda sanção da presidente Dilma. Os caminhoneiros querem oito horas de descanso.

No início dos protestos, os caminhoneiros que tentaram furar a paralisação tiveram seus caminhões alvejados por pedras. Carros de passeio, ônibus e caminhões com cargas vivas puderam transitar normalmente.

Pelo jeito, o protesto não parece ter data para acabar. No fim da manhã, a fila no sentido São Paulo já ia até o Bairro Citrolândia, em Betim. O preço do diesel para abastecer caminhões subiu de R$ 2,65 para R$ 2,90. O valor do pedágio também aumentou, e de acordo com caminhoneiros, só o frete que não subiu.

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As reclamações também dão conta de vários outros aumentos que decorrem da alta do preço do óleo.

Para os motoristas que seguem sentido SP, a PRF sugere o desvio pela BR-262 até Juatuba, na região metropolitana. Depois, devem seguir para a MG-050.

A segunda-feira também começou com paralisação de caminhoneiros em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul. Também houve protestos em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. #Gasolina