A Empresa Brasileira de Petróleo, a #Petrobras, tem passado por uma séria #Crise. Crise decorrente de anos de descaso, de uma administração política ruim e de ministros que se focam em estatísticas e não em resultados.

Antes mesmo do escândalo explicitado com a Operação Lava Jato da Polícia Federal, que resultou em dezenas de parlamentares envolvidos em um esquema bilionário de desvio de verbas da empresa, a situação da petrolífera já dava sinais de que as coisas não iam bem.

O problema é tão alarmante que até empresas americanas estão processando a Petrobras por inúmeros motivos, dentre eles, a perda de dinheiro com ações.

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O envolvimento da terra do Tio Sam nessa história vai muito mais além do que muita gente pode imaginar.

Como forma de tentar reaver as perdas e reerguer a maior empresa brasileira, que, diga-se de passagem, está presente em inúmeros países, o governo decidiu aumentar o preço do combustível. Pela segunda vez em menos de 60 dias, a gasolina nas bombas de postos de todo o país ficará mais cara. Isso inclui o gás de cozinha.

Novos aumentos vão surgir em 2015, até que a situação fique tão séria a ponto das pessoas começarem a deixar de comer para abastecer, de empresas cortarem o pessoal, de transportes públicos reajustarem o preço das passagens e de eclodir uma onda de insatisfação tão nítida quanto há quase dois anos.

Mas e se a Petrobras quebrar? O que vai acontecer?

Se você torce para isso acontecer para provar a péssima gestão do atual governo, melhor mudar de ideia.

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Se a Petrobras quebrar, o Brasil terá de comprar combustível de outros países, o que vai triplicar o preço para o usuário final. O governo ruim sai e outros surgirão, mas o problema ficará e quem sofrerá as consequências não serão os governantes.

Esse problema não é mais questão de um governo, mas sim um patrimônio do país que tem sido destruído explicitamente sem que ninguém apresente soluções. O "simples" fato do governo ter omitido conhecimento da corrupção na Petrobras já fez com que a Bovespa perdesse milhares de pontos e que o dólar subisse, em uma semana, dezoito centavos, chegando ao patamar de R$2,68.

Quem ganha com essa perda? Investidores internacionais, inclusive, americanos. Quem perde? Eu, você e todos os que dependem de combustível para fazer o carro ou moto funcionar, que precisam de gás para cozinhar e que, sem o petróleo, não tem nem ônibus.

Para quem não liga muito para o assunto, só uma ressalva: nem só de tanques de veículos vive a Petrobrás. O poliéster presente na maior parte dos tecidos é feito com fibra de petróleo. E olha que nem estou citando as dezenas de produtos inseridos em nosso dia a dia que utilizam o petróleo como matéria-prima. Bem-vindo ao Brasil real. País rico é pais informado!