O Banco Central publicou nessa quinta-feira (26) o Segundo Relatório Trimestral de Inflação e as notícias não são boas para os brasileiros. Segundo o relatório, o produto interno bruto (PIB) brasileiro deve cair 0,5%, chegando a sua pior marca em dez anos.

Outra má notícia é a alta do IPCA (índice oficial de inflação) que pode atingir 7,9% neste ano, o teto estabelecido pelo #Governo era até 6,5%. Lembrando que no ano passado a inflação fechou em 6,3%, bem próximo do teto, mas esse ano deve ultrapassar o limite do Governo.

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Para o economista-chefe da Canepa Asset, Alexandre Póvoa, o governo admitiu o descontrole da inflação, algo que vinha tentando evitar de toda maneira.

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"O BC jogou a toalha em relação a inflação este ano. Mas para 2016, a projeção é otimista. Acho pouco provável inflação de 4,9% no ano que vem, minha projeção é 5,9%, a não ser que seja mais um ano de recessão", conclui Asset.

Esperança

O Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reconheceu que os índices atuais estão longe do desejado, mas acredita numa melhora já para o segundo semestre desse ano e uma grande expansão em 2016.

O Banco Central vem tomando uma série de medidas drásticas em função da economia estagnada, já aumentou a taxa de juros esse ano, atualmente está em 12,75%, vê a disparada do preço do dólar e da inflação.

Dados 

Outros dados interessantes divulgados pelo Governo é o aumento do consumo das famílias em 0,2%, é um número baixo, mas significativo devido ao ano que iremos passar.

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Tombini também crê num aumento do agronegócio, motor do Brasil atualmente, em 2% um desenvolvimento pequeno dos serviços e redução industrial.

Por fim, o Banco Central calcula que o Dólar acabe o ano cotado a R$ 3,25, a maior taxa desde do governo Fernando Henrique Cardoso. Isso influencia em toda a economia brasileira, acaba fazendo com que a inflação cresça, a taxa de juros aumente e o poder de compra do brasileiro diminua. O governo necessita de medidas urgentes para conter todos esses fatores que estão deixando a economia cambaleante.