De acordo com o diário indonésio "Jakarta Post", o vice-presidente indonésio Jusuf Kalla disse ao jornal que o #Governo está repensando sobre a aquisição de um esquadrão de 16 aviões fabricados pela Embraer EMB-314 Super Tucano, para a Força Aérea da Indonésia. O país estaria estudando ainda cancelar a encomenda de lançadores de foguetes múltiplos (MLRS) do Brasil.

O mal estar diplomático teve início na última semana após Dilma Rousseff recusar receber as credenciais do embaixador indonésio Toto Riyanto para trabalhar no Brasil.

Indonésia pode cancelar compra de aviões de combate e lançadores de mísseis do Brasil

"Achamos que é importante que haja uma evolução na situação para que a gente tenha clareza em que condições estão as relações da Indonésia com o Brasil.

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O que nós fizemos foi atrasar um pouco o recebimento das credenciais, nada mais do que isso", explicou

As relações bilaterais piorou entre os países após a execução do brasileiro Marco Archer, em janeiro. Rodrigo Gularte continua no corredor da morte, ambos são condenados à pena de morte por tráfico de drogas.

Em meio à tensão diplomática vivida pelos dois países, o presidente Joko Widodo, anunciou que as execuções dos 11 condenados por tráfico de drogas não serão canceladas ou suspensas. Entre eles está o brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42, condenado desde 2005 por tentar entrar na Indonésia um ano antes com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe.

Widodo frisou que os outros países não devem interferir no direito de praticar a pena de morte, entretanto a legislação da Indonésia proíbe a morte de um prisioneiro que não esteja em plenas condições mentais, o condenado precisa ter consciência do crime cometido e da punição.

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Legislação proíbe morte de prisioneiro que não tem consciência do crime cometido e da punição

Diagnosticado com esquizofrenia, Gularte que apresenta sinais da doença há alguns anos, aguarda recurso de transferência para hospital, caso laudo médico do serviço público de saúde do país com a avaliação psiquiatra seja aceito pela Justiça e aprovado pela promotoria, que já afirmou que solicitará novo laudo complementar antes de aprova-la.