Em meio a corrupção e escândalos, não é só a Petrobras que vê suas ações na bolsa caírem desenfreadamente. O trabalhador brasileiro começa a sentir o peso da crise política que assola o Brasil. A alta valorização do dólar já faz o preço dos alimentos subirem, especialmente, agora na época da páscoa, quando diversos itens, como o bacalhau e o vinho, são importados.

No entanto, a situação é pior para quem trabalha na construção civil. Segundo novos dados divulgados nesta quinta-feria (26), pelo cadastro de empregados com carteira assinada, do Ministério do Trabalho, o Caged. De outubro até o mês passado, 250 mil profissionais ficaram sem emprego.

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Esse é o período onde ficaram mais evidentes os inúmeros escândalos surgidos com a investigação da operação 'Lava Jato', realizada pela Polícia Federal.

Ministro diz que operação 'Lava a Jato' é causa das demissões

Em entrevista ao jornal 'Folha de São Paulo', Manoel Dias, ministro do trabalho confessou que as baixas do número de carteiras assinadas no mercado são reflexos da crise governamental que passa o Brasil. "A situação é bem pior em estados como Pernambuco e Rio de Janeiro, lá onde existem muitos negócios e obras da Petrobras é possível realmente se constatar uma alta do desemprego", relatou o ministro.

Sindicato diz que várias empresas pararam seus projetos

O estado do Rio de Janeiro registrou mais de 10 mil desempregos só no mês de fevereiro, 41% somente na área relacionada às plataformas de petróleo.

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Para a Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada, a FENATRACOP, o maior problema do setor hoje realmente são as investigações. "Muitas empresas que a gente tem sindicalizado estão sendo investigadas. Então, tudo parou. Não foi só a Petrobras, mas também todas as outras companhias que tinham negócios com ela", disse o presidente da instituição, Vilmar Santos, ao portal de notícias UOL.

Fim de ano desempregado

Dos cinco meses analisados, o pior deles foi dezembro, as empresas aproveitaram o fim de ano para encerrar os contratos de seus trabalhadores. Só nesse período, mais de 130 mil profissionais ficaram sem seus postos de serviço. #Governo