Eike Batista, símbolo de ascensão econômica e financeira, foi condenado nesta quarta-feira (18), pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a pagar um total de mais de 1,4 milhão de reais, referentes a multas relacionadas a quatro processos ao grupo EBX. Foram cinco processos julgados contra o grupo EBX. Juntamente com os outros executivos condenados, a multa chega a 3,2 milhões de reais. As empresas MPX (atual Eneva), OGX (atual Óleo e Gás), LLX (atual Prumo) e CCX estão envolvidas nos processos, sendo que a última se refere a dois casos distintos. Os processos eram referentes à divulgação de operações financeiras das empresas do grupo. Além de Eike, outros executivos do grupo terão que pagar multas.

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José Roberto Penna Chaves e Aziz Ben Ammar, terão que pagar R$200 mil como multa em um caso envolvendo a OGX. A CVM também condenou outros executivos, como o presidente da CCX, José Gustavo Souza Costa, que terá que desembolsar R$800 mil. O diretor de RI, Otávio Lazcano, da empresa LLX terá que pagar R$200 mil em multas. O também diretor de RI, Roberto Monteiro, deverá pagar R$400 mil referentes a um processo da OGX. Existem ainda, 10 processos administrativos que podem ser julgados. As empresas do Grupo EBX, Eike e outros executivos ainda serão investigados em 11 processos. O advogado de Eike Batista, Darwin Corrêa, disse que irá recorrer. Para ele, o valor das muitas poderia ter sido menor, ou ter sido aplicado apenas uma advertência ao seu cliente.

O Declínio do Eike

O início da queda o império, aparentemente bem sucedido, do executivo Eike Batista começou em 2013 quando, a OGX arquivou o maior pedido de recuperação judicial já visto, sendo seguida de outra empresa do grupo, a OSX, de construção naval. As reclamações contra Eike eram de que ele vendeu as ações de suas empresas sem informar aos investidores do grupo as reais dificuldades, além de prometer bons resultados da empresa OGX, mesmo se não houvesse produção de petróleo. Ele também responde a um inquérito relativo a suspeita de recebimento de informações privilegiadas, que está suspenso devido ao caso com o juiz responsável, Flávio Roberto de Souza, que dirigiu o carro do suspeito. #Crise #Finança