No contexto da nova expansão do comércio e dos serviços eletrônicos, a economia mundial assiste um a duelo feroz entre gigantes dos Estados Unidos e da China. De olho na recente recuperação da economia americana, da melhora de seus fundamentos macroeconômicos, na expansão do consumo de serviços eletrônicos e do acesso ao conhecimento qualificado dentro do mercado americano, a gigante chinesa Alibaba expande sua atuação internacional com a abertura de um centro de serviços de nuvem (os chamados Cloud Centers) nos Estados Unidos.

O centro de tecnologia de armazenamento na nuvem está localizado na Califórnia, no Vale do Silício, e é o primeiro fora da China, e iniciou suas operações ontem (4), conforme informa seu site.

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A região americana já é conhecida mundialmente por seu dinamismo e inovação radical em diversas áreas tecnológicas. E a subsidiária do Alibaba, a Aliyim, marca um importante passo na expansão de seus #Negócios fora da China por estar fisicamente instalada ao lado das maiores empresas de tecnologia, start-ups e centros de pesquisa e desenvolvimento.

O serviço é disponibilizado para empresas chinesas que querem atuar ou já atuam diretamente no mercado americano, mas objetiva claramente angariar empresas americanas e abocanhar mercados dominados pelas gigantes tecnológicas como Microsoft, Google, Amazon e IBM. Alguns analistas pontuam que esse movimento da empresa chinesa é uma resposta direta ao reposicionamento dessas empresas americanas no próprio mercado chinês, uma resposta competitiva dentro dos estertores do comércio mundial.

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O vice presidente do Alibaba, Ethan Yu, disse à Reuters que "a expansão internacional é uma estratégia da companhia para os próximos anos". A empresa já planeja novas ações para o Sudeste Asiático e a Europa até o final do ano, apesar de estar sofrendo acusações por parte das autoridades de regulação chinesas relacionadas com produtos falsificados e clientes fantasmas.

Com a redução dos valores de suas ações recentemente, e com uma perda de US$ 1.4 bilhões em apenas um dia, o presidente do Alibaba, Jack Ma, deixou de ser o homem mais rico da China, apesar da companhia ter registrado em janeiro um recorde de 40% de crescimento de seu lucro. Os serviços de nuvem respondem por uma pequena parte de suas operações, que é menos de 2% do faturamento total.

Essas ações representam diversas características do comércio global: uma competição dentro de um livre mercado cada mais globalizado integrado; busca feroz por novos mercados; ascensão das empresas de tecnologia e o consumo de massa; relação simbiótica e competitiva entre os Estados Unidos e a China; constante pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e produtos; oportunidades concretas de negócios para startups e investidores; e tendência de monopolização dos serviços tecnológicos.